- A Turquia, que produz cerca de 65% das avelãs do mundo, enfrenta uma crise na colheita devido a uma geada severa.
- Os preços no atacado aumentaram em 30% desde abril, afetando produtos como Nutella e Ferrero Rocher.
- A geada causou perdas de até 100% para alguns agricultores, segundo o Conselho Nacional da Avelã da Turquia.
- Aproximadamente 450 mil famílias dependem do cultivo nas províncias do Mar Negro, região que tradicionalmente apoia o governo de Recep Tayyip Erdogan.
- A previsão de colheita foi reduzida em 20%, totalizando 609 mil toneladas, o que indica uma escassez significativa até a próxima colheita em agosto de 2026.
A Turquia, responsável por cerca de 65% da produção mundial de avelãs, enfrenta uma crise na colheita devido a uma geada severa. Os preços no atacado aumentaram em 30% desde abril, impactando diretamente produtos como Nutella e Ferrero Rocher. A geada, considerada a pior em mais de uma década, resultou em perdas de até 100% para alguns agricultores, conforme dados do Conselho Nacional da Avelã da Turquia.
A escassez de avelãs pode gerar consequências políticas para o governo de Recep Tayyip Erdogan. Aproximadamente 450 mil famílias dependem do cultivo nas províncias do Mar Negro, uma região que historicamente apoia o presidente. Com a queda na produção, o governo pode enfrentar descontentamento, especialmente se os preços pagos aos produtores forem considerados baixos.
O impacto da geada não se limita à Turquia. O Conselho Internacional de Nozes e Frutas Secas alertou que a situação pode reverberar em todo o mercado global. Embora existam alternativas de produção em países como Itália, Estados Unidos e Chile, não são suficientes para compensar a dominância turca. A fabricante Ferrero, que adquire cerca de 25% da colheita turca, afirmou que eventos climáticos podem afetar a produção, mas não espera interrupções no fornecimento.
Investidores estão atentos à situação e buscam oportunidades de lucro. A gestora finlandesa Evli incluiu a empresa turca Balsu Gida em sua carteira, prevendo que os preços das avelãs possam quintuplicar no próximo ano. A previsão de colheita para este ano foi reduzida em 20%, totalizando 609 mil toneladas, o que indica uma escassez significativa até a próxima colheita em agosto de 2026.
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