- O Tesouro Nacional do Brasil planeja novas emissões de títulos da dívida externa em 2023, com foco em papéis sustentáveis.
- O secretário Rogério Ceron destacou a boa situação do spread de risco do país e a atratividade para investidores estrangeiros.
- No primeiro semestre de 2023, o Brasil captou US$ 5,25 bilhões em emissões, sendo US$ 2,5 bilhões em fevereiro e US$ 2,75 bilhões em junho.
- O governo projeta um ritmo de 140% na rolagem da dívida em 2023, superando a média histórica de 100%.
- Ceron também anunciou o lançamento de uma nova fase do programa Eco Invest em agosto, voltado para atrair investimentos sustentáveis.
O Tesouro Nacional do Brasil planeja novas emissões de títulos da dívida externa ainda em 2023, conforme anunciou o secretário Rogério Ceron. O foco será em papéis sustentáveis, aproveitando a boa situação do spread de risco do país. Ceron destacou que o Brasil está em um momento favorável para atuar no mercado internacional.
No primeiro semestre de 2023, o Brasil captou US$ 5,25 bilhões em emissões, sendo US$ 2,5 bilhões em fevereiro e US$ 2,75 bilhões em junho. A última vez que o Tesouro realizou mais de duas operações externas em um único ano foi em 2014. Ceron reconheceu as preocupações do mercado sobre a crescente dívida brasileira, mas ressaltou que essa tendência é observada em outras grandes economias.
Situação Econômica
O secretário enfatizou que o Brasil se destaca por ter a maior parte da dívida em moeda local e por apresentar juros reais elevados, o que tem atraído investimentos. O câmbio se valorizou mais de 10% em 2023, refletindo a entrada de recursos no país e o aumento das captações corporativas. Ceron afirmou que a combinação de juros altos e um ambiente econômico estável cria uma “janela perfeita” para investidores estrangeiros.
Em relação à rolagem da dívida, o governo está projetando um ritmo de 140% dos vencimentos em 2023, superando a média histórica de 100%. O Tesouro também tem conseguido alongar o prazo médio da dívida, que atingiu 4,2 anos em maio, conforme estipulado pelo Plano Anual de Financiamento (PAF). Ceron indicou que a estratégia de emissões pode ser ajustada no próximo mês.
Medidas Fiscais
Ceron também abordou a disputa entre o Executivo e o Congresso sobre a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é crucial para atingir a meta fiscal de 2026. Ele defendeu a uniformização da cobrança do imposto de renda sobre aplicações financeiras, o que poderia aumentar a atratividade dos títulos incentivados.
Além disso, o secretário anunciou para agosto o lançamento de uma nova fase do Eco Invest, um programa voltado para atrair investimentos sustentáveis. Este plano visa estimular projetos inovadores e incluirá um mecanismo de proteção cambial para os investidores.
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