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Trump ameaça países do Brics e provoca queda nas bolsas de valores

Trump ameaça países do Brics com tarifas adicionais, intensificando as tensões comerciais e impactando os mercados financeiros globalmente.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Roberto Schmidt/AFP)
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  • Faltam dois dias para o fim da trégua na guerra comercial dos Estados Unidos.
  • Até agora, apenas três acordos foram firmados com Reino Unido, Vietnã e China, resultando em tarifas e embargos.
  • O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertou que mais de 100 países podem ser impactados por tarifas adicionais de 10%.
  • Após o bloco Brics condenar as tarifas unilaterais e o ataque ao Irã, Donald Trump ameaçou impor tarifas extras aos países membros.
  • Os mercados financeiros reagiram negativamente, com Wall Street em baixa e o Ibovespa alcançando um recorde, encerrando acima de 141 mil pontos.

Faltam apenas dois dias para o término da trégua na guerra comercial promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A expectativa era que esse período fosse utilizado para firmar acordos vantajosos para os Estados Unidos. No entanto, até o momento, apenas três negociações foram concluídas, com Reino Unido, Vietnã e China, resultando em tarifas que se transformaram em embargos comerciais.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertou que mais de 100 países podem ser afetados por tarifas adicionais de 10%. Apesar das pressões, os resultados das negociações têm sido limitados. Em resposta à recente condenação das tarifas unilaterais e ao ataque ao Irã pelo bloco Brics, Trump ameaçou impor tarifas extras aos países membros, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Reação dos Mercados

Os mercados financeiros reagiram negativamente às incertezas comerciais. A semana começou com Wall Street em baixa, enquanto investidores aguardam a decisão final dos EUA sobre a reimposição das tarifas. O índice S&P 500, embora esteja em máximas históricas, enfrenta um cenário de volatilidade. Na Europa, a situação é mais favorável, com a Alemanha apresentando dados sólidos de produção industrial.

No Brasil, o Ibovespa alcançou um recorde, encerrando o dia acima dos 141 mil pontos pela primeira vez. O fundo EWZ, que representa ações brasileiras em Nova York, apresentou queda no pré-mercado, refletindo a divisão entre os recordes e as tensões da guerra comercial. A agenda econômica desta segunda-feira é fraca, mas eventos importantes estão programados, incluindo a participação do presidente Lula na 17ª cúpula dos Brics no Rio de Janeiro.

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