- Marcelo Godoy é o novo líder da Volvo Cars no Brasil e quer esclarecer a durabilidade das baterias de veículos elétricos, que pode chegar a 20 anos.
- Atualmente, 50% das vendas da Volvo no Brasil são de modelos 100% elétricos.
- A empresa já instalou mais de mil carregadores nos últimos dois anos, mas a infraestrutura de recarga ainda é insuficiente.
- A Volvo planeja vender entre 9 a 10 mil unidades em 2024, mesmo com o aumento do imposto de importação de zero para 25%.
- Godoy acredita que o mercado de veículos elétricos no Brasil é promissor e que a presença de montadoras chinesas é benéfica para o setor.
Marcelo Godoy, novo líder da Volvo Cars no Brasil, busca desmistificar a vida útil das baterias de veículos elétricos, que podem durar até 20 anos. Desde o final de 2023, Godoy tem enfrentado desafios no setor, especialmente com a infraestrutura de recarga, que ainda é um entrave para o crescimento do mercado.
Atualmente, 50% das vendas da Volvo no Brasil são de modelos 100% elétricos. Godoy afirma que a desinformação sobre a durabilidade das baterias é um obstáculo. Ele destaca que muitos consumidores acreditam que as baterias têm vida útil de apenas oito anos, o que não é verdade. A empresa já instalou mais de mil carregadores nos últimos dois anos, mas a necessidade de mais infraestrutura é evidente.
A Volvo planeja vender entre 9 a 10 mil unidades em 2024, apesar do aumento do imposto de importação, que subiu de zero para 25%. Godoy ressalta que a empresa conseguiu ajustar sua equação financeira para minimizar o impacto sobre os clientes. Ele acredita que o mercado de veículos elétricos no Brasil “não tem volta”, especialmente no segmento premium, onde a Volvo detém cerca de 17% do mercado.
A concorrência com marcas chinesas também é um ponto de discussão. Godoy acredita que a Volvo está bem posicionada, apesar da chegada de modelos mais baratos. Ele vê a presença das montadoras chinesas como positiva, pois contribui para o desenvolvimento do mercado de elétricos no Brasil.
A Volvo já havia estabelecido a meta de se tornar totalmente elétrica até 2030, mas essa estratégia foi revisada. Godoy explica que a adaptação à demanda dos clientes é crucial, já que alguns mercados ainda não estão prontos para a eletrificação total. Ele projeta que, se o ritmo atual continuar, o Brasil pode alcançar mais de 80 mil elétricos vendidos até o final do ano.
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