- A China registrou uma queda de 1,6% nas emissões de carbono em 2025, pela primeira vez, apesar do aumento na demanda energética.
- As emissões representam 30% do total global, segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo.
- A redução é resultado de investimentos em energias renováveis, que agora geram mais de 25% da eletricidade do país.
- O país planeja adicionar 510 gigawatts de energia solar e eólica até o final de 2025, um aumento de 57% em relação a 2024.
- Apesar do progresso, a China ainda investe em infraestrutura de carvão, com 94,5 gigawatts de novos projetos em andamento.
A China registrou uma queda nas suas emissões de carbono pela primeira vez em 2025, mesmo com o aumento da demanda energética. Este marco é significativo, pois ocorre em um contexto onde o país é responsável por 30% das emissões globais. Dados indicam que as emissões caíram 1,6% em relação ao ano anterior, conforme pesquisa do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo.
A redução é atribuída a investimentos massivos em energias renováveis, que agora representam mais de 25% da eletricidade gerada no país. Em abril de 2025, a energia eólica e solar juntas superaram esse percentual pela primeira vez. A China, que já lidera a instalação de capacidade renovável, planeja adicionar 510 gigawatts de energia solar e eólica até o final do ano, um aumento de 57% em relação a 2024.
Desafios e Compromissos
Apesar do progresso, a China ainda enfrenta desafios significativos. O país se comprometeu a reduzir sua intensidade de carbono em 65% até 2030, em comparação com os níveis de 2005. Contudo, continua a investir em infraestrutura de carvão, com 94,5 gigawatts de novos projetos em andamento, representando 93% do total mundial. Especialistas alertam que essa dependência pode dificultar a transição para uma matriz energética mais limpa.
A fabricação de tecnologias verdes também é uma prioridade. Empresas chinesas dominam a produção de turbinas eólicas e painéis solares, respondendo por 60% e 80% da produção global, respectivamente. Essa liderança pode impulsionar a segurança energética do país, reduzindo a dependência de importações.
O Caminho à Frente
Embora as emissões tenham diminuído, a China ainda precisa de um esforço contínuo para cumprir suas metas climáticas. O país alcançou apenas 7,9% de redução na intensidade de carbono até 2024, o que indica que a trajetória deve ser acelerada. Especialistas sugerem que a China pode adotar um papel mais ativo na política climática global, aproveitando a atual dinâmica internacional.
A transição energética da China é complexa, mas os recentes avanços em energias renováveis oferecem um vislumbre de esperança. O futuro do país em relação às emissões de carbono dependerá de políticas eficazes e investimentos contínuos em tecnologias sustentáveis.
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