- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou um novo modelo de financiamento imobiliário.
- O objetivo é revitalizar a caderneta de poupança, cuja participação no mercado caiu de 46% em 2021 para 32% em 2022.
- O novo modelo será voltado para a classe média e imóveis de até R$ 1,5 milhão.
- O governo busca agilidade na implementação das mudanças, incluindo a flexibilização dos recursos da poupança.
- Um novo mecanismo será criado para aumentar a atratividade dos contratos com correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, anunciou um novo modelo de financiamento imobiliário que visa revitalizar a caderneta de poupança, que tem visto sua participação no mercado diminuir. Durante uma reunião na Frente Parlamentar Empresarial, Galípolo destacou que a transição para esse novo modelo será um processo longo e gradual. Ele enfatizou a importância de utilizar a poupança para financiar essa mudança, buscando alinhar o Brasil a outros países em termos de crédito imobiliário.
O novo formato de financiamento será direcionado à classe média e imóveis de até R$ 1,5 milhão. O governo, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está pressionando por agilidade na implementação das mudanças, que incluem a flexibilização do volume de recursos da poupança retidos pelo BC. Além disso, um novo mecanismo será criado para aumentar a atratividade dos contratos que utilizam o IPCA como índice de correção.
Atualmente, a caderneta de poupança representa a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário, mas sua participação caiu de 46% no final de 2021 para 32% no ano passado, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Galípolo ressaltou que o Brasil ainda apresenta um financiamento habitacional em relação ao PIB inferior ao de países como Chile, Tailândia, África do Sul e México, o que reforça a necessidade de reformas no setor.
Entre na conversa da comunidade