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ONS defende retorno do horário de verão para enfrentar crise energética no país

ONS propõe retorno do horário de verão para mitigar déficit de energia e aumentar capacidade do sistema elétrico até 2029.

Foto: Reprodução
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  • O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) propôs a volta do horário de verão entre 2025 e 2029 devido a um déficit estrutural de potência no Brasil.
  • A medida, suspensa em 2019, pode adicionar 2 gigawatts (GW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e será avaliada pelo governo até agosto.
  • O diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, informou que a demanda de energia está crescendo e que leilões anuais para garantir a capacidade não ocorreram neste ano.
  • O Plano de Operação Energética (PEN) projeta um aumento de 14,1% na carga de energia nos próximos cinco anos, totalizando aproximadamente 94,6 gigawatts médios em 2029.
  • O ONS também sugeriu antecipar a operação de usinas térmicas e preservar recursos hídricos, além de concluir quatro linhas de transmissão até 2025.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) propôs a retomada do horário de verão entre 2025 e 2029, em resposta a um déficit estrutural de potência no Brasil. A medida, que foi suspensa em 2019, pode oferecer um reforço de 2 GW ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e deve ser avaliada pelo governo até agosto.

Durante a apresentação do Plano de Operação Energética (PEN) 2025-2029, o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, destacou que a situação do sistema elétrico se agravou, com a demanda de energia crescendo. O ONS já havia alertado sobre a necessidade de leilões anuais para garantir a capacidade de energia, que não ocorreram neste ano.

Zucarato enfatizou que, embora a geração de energia tenha aumentado, principalmente pela energia solar, essa fonte não atende à demanda noturna. O PEN projeta um crescimento da carga de energia de 14,1% nos próximos cinco anos, elevando a demanda para aproximadamente 94,6 GW médios em 2029.

Medidas Propostas

Além da volta do horário de verão, o ONS sugeriu a antecipação da operação de usinas térmicas contratadas em 2021, que devem começar a funcionar em 2026. Essa ação pode adicionar 2 GW à capacidade do sistema a partir de agosto de 2025. O ONS também propôs a preservação de recursos hídricos e a conclusão de quatro linhas de transmissão até 2025.

O relatório do ONS indica que a micro e minigeração distribuída deve representar 32,9% da matriz elétrica nesse período, com um aumento significativo na geração solar. Contudo, a dependência de fontes renováveis menos controláveis intensifica os desafios para o sistema elétrico, especialmente durante os horários de pico.

Desafios Futuros

Zucarato alertou que, se as chuvas atrasarem novamente, os meses críticos serão outubro e novembro. A solução pode incluir a realização de leilões de reserva de capacidade (LRCAP) em 2026. O ONS reafirma que a situação do sistema elétrico não atende aos critérios de potência e que a próxima janela de necessidade será em 2026.

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