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Indústria europeia enfrenta risco de migração devido a alerta de CEO do setor eólico

Henrik Andersen, CEO da Vestas, alerta que a Europa precisa de uma política industrial forte para evitar a saída de empresas do continente.

A Vestas foi uma das pioneiras na indústria de equipamentos para energia eólica no mundo, com atuação desde 1979 (Foto: Reprodução)
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  • O CEO da Vestas Wind Systems, Henrik Andersen, alertou sobre a necessidade de uma política industrial mais forte na Europa.
  • Ele destacou que a falta de uma abordagem unificada da União Europeia (UE) pode levar empresas a se deslocarem para fora do continente.
  • Andersen afirmou que a indústria eólica, originada na Europa, precisa de apoio para manter sua competitividade global.
  • Ele criticou a resistência da UE a fusões, que prejudica a competitividade em relação a empresas da Ásia e dos Estados Unidos.
  • O CEO citou os EUA como exemplo de sucesso em políticas energéticas, ressaltando a importância de ações urgentes para a liderança europeia na indústria eólica.

O CEO da Vestas Wind Systems, Henrik Andersen, alertou que a Europa deve implementar uma política industrial mais robusta para evitar a migração de empresas para outras regiões. Em entrevista à Bloomberg News, ele destacou que a fragmentação da abordagem da União Europeia (UE) em relação à indústria eólica compromete a busca do continente por independência energética e competitividade global.

Andersen enfatizou que a indústria eólica é uma criação europeia, surgida em universidades e testada em solo europeu. Ele afirmou que, sem o devido apoio, empresas como a Vestas podem se deslocar para fora da Europa. O alerta vem em um momento crítico, onde a UE enfrenta desafios como a redução das emissões de carbono e uma crise de competitividade, conforme apontado em um relatório de Mario Draghi, ex-primeiro-ministro italiano.

Desafios e Vulnerabilidades

As vulnerabilidades energéticas da Europa foram evidentes em junho, quando o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, o que poderia impactar 20% das exportações globais de petróleo. As tensões com a Rússia, exacerbadas pela guerra na Ucrânia, também ressaltaram a urgência de diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Andersen argumentou que a autossuficiência energética pode resultar em preços mais baixos. Para isso, é crucial que as políticas energéticas e industriais estejam alinhadas. Ele criticou a UE por sua resistência a fusões e consolidações, que, segundo ele, enfraqueceram a competitividade da Europa em relação a empresas da Ásia e dos EUA.

Exemplos de Sucesso

O CEO da Vestas citou os Estados Unidos como um exemplo a ser seguido, onde políticas consistentes ao longo de décadas resultaram em uma significativa independência energética. Ele mencionou que a Vestas dobrou seu número de funcionários nos EUA, onde suas fábricas operam em plena capacidade para atender à demanda local.

Andersen concluiu que a Europa precisa urgentemente de uma política industrial que permita às empresas locais se tornarem competitivas em um mercado global. A falta de ação pode resultar em um retrocesso na liderança europeia na indústria eólica, um setor vital para a transição energética do continente.

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