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Ministério da Fazenda estabelece IPCA como índice para correção de depósitos judiciais

Governo altera índice de correção de depósitos judiciais para reduzir gastos e desestimular ações contra a União.

Ministério da Fazenda, em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • O Ministério da Fazenda anunciou a troca da taxa Selic pelo IPCA como índice de correção para depósitos judiciais e administrativos em processos contra a União.
  • A nova portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira e altera uma prática vigente desde 1998.
  • A mudança, prevista em lei aprovada no ano passado, busca reduzir os valores que o governo deve pagar em processos judiciais.
  • A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é significativamente maior que o IPCA, que está em 5,32%.
  • A expectativa é que a nova medida desestimule a judicialização e traga um impacto positivo nas finanças do governo.

O Ministério da Fazenda anunciou a substituição da taxa Selic pelo IPCA como índice de correção para depósitos judiciais e administrativos em processos contra a União. A nova portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira e altera uma prática que perdurava desde 1998.

A mudança, já prevista em lei aprovada no ano passado, visa reduzir os valores que o governo deve pagar em processos judiciais. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, era consideravelmente mais alta que o IPCA, que está em 5,32%. Essa alteração deve impactar diretamente o montante total de R$ 217,6 bilhões em depósitos judiciais e extrajudiciais registrados em setembro do ano passado.

Objetivos da Mudança

A nova diretriz tem como objetivo desestimular a judicialização contra a União e órgãos federais. Com a correção pelo IPCA, o retorno financeiro sobre os valores depositados será menor, o que pode desencorajar ações judiciais. Os valores depositados na conta única do Tesouro Nacional antes da publicação da portaria continuarão a ser corrigidos pela Selic.

A decisão reflete uma estratégia do governo para equilibrar as contas públicas e reduzir a pressão financeira decorrente de processos judiciais. A expectativa é que a nova medida traga um impacto positivo nas finanças do governo, ao mesmo tempo em que busca uma solução mais justa para os cidadãos que aguardam a resolução de suas demandas judiciais.

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