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Vendas no comércio caem 0,2% em maio e sinalizam desaceleração no varejo

Vendas do varejo brasileiro caem pela segunda vez consecutiva, enquanto setores como vestuário e farmacêuticos mostram crescimento.

Os grupos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%) foram os principais responsáveis por puxar setor para baixo (Foto: Divulgação)
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  • As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,2% em maio, marcando a segunda queda consecutiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas, que previam um aumento de 0,2%.
  • O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 0,3% em maio em relação a abril.
  • Seis dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento, destacando-se os setores de tecidos, vestuário e calçados (7,1%), móveis e eletrodomésticos (7,0%) e artigos farmacêuticos (5,5%).
  • O economista Rodolfo Tobler, do FGV Ibre, afirma que os dados de junho serão importantes para confirmar a tendência de desaceleração da demanda interna, influenciada por juros altos e um mercado de trabalho robusto.

As vendas do comércio varejista brasileiro apresentaram uma queda de 0,2% em maio, marcando a segunda redução consecutiva, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das expectativas de analistas, que projetavam uma alta de 0,2%.

Apesar do recuo no varejo restrito, o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, registrou um crescimento de 0,3% em maio em relação a abril. Essa discrepância indica um cenário misto, onde seis dos oito segmentos analisados ainda mostraram crescimento, gerando incertezas sobre a desaceleração econômica.

Em comparação com maio de 2024, as vendas do varejo cresceram 2,1%, superando as expectativas que variavam de 1,0% a 3,2%. No acumulado do ano, o varejo restrito teve um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto em 12 meses, o crescimento foi de 3,0%.

Setores em Destaque

Os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (7,1%), móveis e eletrodomésticos (7,0%) e artigos farmacêuticos (5,5%) foram os que mais se destacaram. Em contrapartida, combustíveis e lubrificantes (-0,6%) e outros artigos de uso pessoal (-0,4%) apresentaram variações negativas.

O economista Rodolfo Tobler, do FGV Ibre, observa que, embora os números indiquem uma desaceleração, o comércio ainda mantém um ritmo relativamente estável. Ele destaca que os dados de junho serão cruciais para confirmar essa tendência.

Fatores Econômicos

O cenário de juros altos e um mercado de trabalho robusto influenciam o desempenho do varejo. A acomodação do câmbio e a diminuição da inflação de alimentos também beneficiaram o setor em maio. No entanto, a continuidade desse ritmo é incerta, dado que os juros elevados podem impactar a atividade econômica nos próximos meses.

A análise da XP ressalta que seis em cada dez setores do varejo apresentaram crescimento, com destaque para produtos farmacêuticos e supermercados. Apesar das flutuações mensais, a tendência geral aponta para uma desaceleração gradual da demanda interna, refletindo as condições financeiras adversas e o impacto do aperto monetário.

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