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Fed revela apoio limitado a cortes de juros em reunião de julho

Federal Reserve enfrenta divisões internas sobre cortes de juros, com membros divididos entre ação imediata e cautela em relação à inflação.

Foto: Reprodução
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  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro de 2024.
  • Na reunião de junho, houve divisões entre os membros sobre cortes de juros, com alguns defendendo ações imediatas e outros mostrando cautela.
  • As atas revelaram que a maioria acredita que uma redução pode ser apropriada ainda este ano, mas sete dos dezenove membros não preveem cortes até 2025.
  • A taxa de desemprego caiu para 4,1% em junho, com a criação de 147 mil novas vagas, mas o consumo das famílias caiu 0,1% em maio.
  • A pressão política sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, aumentou, com críticas pedindo cortes mais agressivos nas taxas.

O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro de 2024, enfrentando um cenário de pressões inflacionárias e desaceleração no mercado de trabalho. Na reunião realizada em junho, as divergências sobre possíveis cortes nas taxas se tornaram evidentes, com alguns membros defendendo ações imediatas, enquanto outros mostraram cautela.

As atas da reunião, divulgadas recentemente, revelaram que a maioria dos participantes acredita que uma redução nas taxas pode ser apropriada ainda este ano. No entanto, sete dos dezenove membros não preveem cortes até 2025, refletindo uma divisão significativa sobre a direção futura da política monetária. O documento destacou que a pressão inflacionária, impulsionada por tarifas comerciais, pode ser temporária e modesta.

Embora alguns membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) estejam abertos a cortes já na próxima reunião, marcada para julho, outros consideram que a taxa atual pode estar próxima de um nível neutro, limitando assim a possibilidade de redução. As projeções indicam a expectativa de duas reduções até o final do ano, seguidas por mais três nos próximos anos.

Cenário Econômico

O cenário econômico permanece complexo, com a taxa de desemprego caindo para 4,1% em junho, apesar da desaceleração no crescimento do emprego. A criação de 147 mil novas vagas superou as expectativas, mas o consumo das famílias apresentou uma queda de 0,1% em maio, sinalizando uma desaceleração nos gastos. As incertezas sobre a inflação e a economia continuam a guiar as decisões do Fed, que se comprometeu a agir com cautela.

A pressão política sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, tem aumentado, especialmente com críticas do ex-presidente Donald Trump, que exige cortes mais agressivos nas taxas. A ata também destacou a incerteza em relação ao impacto das tarifas sobre a inflação, complicando ainda mais as decisões do banco central.

Divergências no Comitê

A divisão entre os membros do Fed sobre o momento ideal para iniciar os cortes de juros é notável. Enquanto a maioria acredita que uma redução ainda este ano é apropriada, um grupo defende a manutenção das taxas até que haja mais clareza sobre a inflação. A ata conclui que, apesar da diminuição da incerteza sobre a inflação, uma abordagem cautelosa em relação à política monetária continua sendo necessária.

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