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Ibovespa enfrenta limites para novas altas após crescimento de 15% no semestre

Mercados acionários da América Latina apresentam crescimento expressivo, mas sinais de desaceleração emergem, especialmente no Brasil e na Colômbia.

Após semestre de altas históricas, mercados latino-americanos enfrentam uma segunda metade do ano com um impulso mais lento (Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg)
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  • Os mercados acionários da América Latina tiveram um desempenho positivo no primeiro semestre de 2025, com aumentos de dois dígitos.
  • Brasil, Colômbia e Chile lideraram a recuperação, com retornos acima de 30% em dólares.
  • O Ibovespa brasileiro subiu 15%, alcançando mais de 141.000 pontos, impulsionado por fluxos estrangeiros e expectativas de cortes nas taxas de juros.
  • Analistas do JPMorgan Private Bank alertam que o crescimento pode estar desacelerando, especialmente no Brasil e na Colômbia, devido a processos eleitorais.
  • No México, o S&P BMV/IPC teve alta de 29% em dólares, enquanto a Argentina enfrentou uma queda de 31,5% no Merval.

Os mercados acionários da América Latina apresentaram um desempenho surpreendente no primeiro semestre de 2025, com aumentos de dois dígitos, superando as expectativas de investidores. O Brasil, a Colômbia e o Chile lideraram essa recuperação, com retornos superiores a 30% em dólares, destacando-se em um cenário global.

O Ibovespa brasileiro, por exemplo, registrou uma alta de 15%, ultrapassando os 141.000 pontos e alcançando níveis recordes. Analistas do JPMorgan destacam que essa recuperação foi impulsionada por fluxos estrangeiros e expectativas de cortes nas taxas de juros. No entanto, há indícios de que esse ímpeto pode estar se esgotando, especialmente em países como Brasil e Colômbia, onde a proximidade de processos eleitorais pode afetar o apetite pelo risco.

Expectativas e Desafios

Nur Cristiani, chefe de estratégia de investimento para a América Latina do JPMorgan Private Bank, afirma que o momento de crescimento pode ter passado, prevendo um mercado mais seletivo. Apesar disso, o banco mantém uma posição otimista em relação ao Brasil, prevendo uma valorização adicional de 7,1% para o Ibovespa, caso atinja o valor justo calculado em 1.780 pontos.

No México, o S&P BMV/IPC subiu 29% em dólares, beneficiado por um ambiente macroeconômico estável. O Bank of America observa que o índice está negociado com um desconto de 15% em relação à média histórica, enquanto o JPMorgan prevê uma desaceleração no segundo semestre. A revisão do T-MEC é vista como um potencial catalisador para o investimento no país.

Situação em Outros Países

No Peru, a BVL Select teve um aumento de 12,7% em soles e 19% em dólares, embora seu desempenho tenha sido moderado em comparação com outros mercados. César Huiman, analista da Renta4 Peru, destaca que o crescimento do mercado peruano é sustentado por fundamentos reais, ao contrário da Colômbia e do Chile, que experimentaram aumentos impulsionados por revisões de lucros e reavaliações de múltiplos.

A Argentina, por sua vez, enfrenta desafios, com o Merval caindo 31,5% no primeiro semestre de 2025. O Bank of America informa que o índice está com um desconto de 26% em relação à média histórica, refletindo tanto seu potencial quanto os riscos políticos e fiscais. Apesar disso, o JPMorgan mantém uma visão positiva, citando a suspensão dos controles de capital e uma inflação em queda como fatores favoráveis.

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