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Inflação deve ser combatida, afirma Galípolo em defesa de novas estratégias econômicas

Gabriel Galípolo reafirma a importância da meta de inflação para a credibilidade do Banco Central em audiência na Câmara dos Deputados.

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência na Câmara dos Deputados (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a manutenção da meta de inflação em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
  • Ele afirmou que alterar a meta para facilitar seu cumprimento desmoralizaria a instituição e prejudicaria a credibilidade da equipe econômica.
  • Galípolo destacou a importância da inflação baixa para a proteção do poder de compra, especialmente dos mais pobres, e para a organização das contas do governo.
  • Nos últimos três anos, a inflação superou a meta, obrigando o Banco Central a enviar uma carta ao Ministério da Fazenda a cada seis meses para justificar o descumprimento.
  • Para 2023, a expectativa é que a meta não seja cumprida, mas o risco para 2026 é considerado menor.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a manutenção da meta de inflação durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Ele ressaltou que mudar a meta para facilitar seu cumprimento resultaria na desmoralização da instituição e na perda de credibilidade da equipe econômica.

Galípolo destacou que a inflação, que representa a erosão do poder de compra, é uma preocupação histórica para o Brasil, que já enfrentou uma hiperinflação devastadora. Ele enfatizou que a inflação baixa é crucial, especialmente para os mais pobres, e para a organização das contas do governo. O presidente do BC mencionou que, nos últimos três anos, a inflação ficou acima da meta, o que o obriga a enviar uma carta ao Ministério da Fazenda explicando os motivos.

Protocolo de Justificativa

A nova metodologia de aferição da meta exige que o Banco Central justifique o descumprimento a cada seis meses. A próxima carta será enviada em julho, já que a inflação continua acima do teto estabelecido. Galípolo acredita que essa prática é positiva, pois promove uma reflexão sobre a política monetária e fiscal do país.

Para 2023, a expectativa é que a meta não seja cumprida, embora o risco para 2026 seja considerado menor. Economistas têm revisado suas projeções de inflação para baixo, mas a taxa ainda se encontra meio ponto acima do teto da meta, que é de 3%. A meta de inflação, segundo Galípolo, deve ser combatida, e não alterada, pois sua importância reside na organização das expectativas de todos os agentes econômicos.

Importância da Meta

A meta de inflação tem sido um pilar da política econômica desde 1999, ajudando a estabilizar a economia após períodos de alta inflação. Galípolo argumenta que, ao manter a meta, o Brasil evita a especulação sobre futuras altas, garantindo uma coordenação coletiva das expectativas. Essa estratégia é fundamental para um país que já enfrentou taxas de inflação superiores a 5.000%, e que busca um futuro econômico mais estável.

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