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Minoritários da BRF e Marfrig tentam novamente suspender assembleia de fusão

Previ e Minerva contestam fusão entre BRF e Marfrig, levantando preocupações sobre governança e concorrência no setor.

Foto: Reprodução
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  • A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, tenta suspender a assembleia da BRF, marcada para 14 de novembro, que discutirá a fusão com a Marfrig.
  • A Justiça já negou um pedido anterior de suspensão, levando a Previ a recorrer novamente, alegando falta de documentação e questionando a relação de troca de ações.
  • Acionistas minoritários criticam a proposta de troca de 0,85 ação da Marfrig por cada ação da BRF, considerando-a injustificável e favorável aos controladores.
  • A Minerva também se opõe à fusão, contestando a operação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, citando riscos concorrenciais e a participação da Saudi Agricultural and Livestock Investment Company nas três empresas.
  • O Cade deu um prazo de dez dias para que BRF e Marfrig apresentem suas defesas sobre a contestação da Minerva.

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, busca suspender a assembleia da BRF (BRFS3) marcada para o dia 14 de novembro, onde será discutida a fusão com a Marfrig (MRFG3). A tentativa ocorre após a Justiça negar um pedido anterior de suspensão, levando a Previ a recorrer novamente. O agravo de instrumento, que questiona a relação de troca de ações proposta, argumenta que a documentação apresentada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é insuficiente.

Os acionistas minoritários, incluindo Alex Fontana, alegam que a relação de troca de 0,85 ação da Marfrig por cada ação da BRF é injustificável e favorece os interesses dos controladores. O agravo também critica a composição do comitê independente que estabeleceu essa relação, apontando vínculos com Marcos Molina, controlador das empresas. Em paralelo, um pedido de arbitragem está em andamento, conforme estipulado no estatuto das companhias.

A Minerva (BEEF3) também se opõe à fusão, contestando a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), citando riscos concorrenciais. A empresa destaca a participação da Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic) nas três companhias envolvidas. O Cade concedeu um prazo de dez dias para que BRF e Marfrig apresentem suas defesas sobre a contestação da Minerva.

A assembleia, que já foi adiada por 21 dias devido à insuficiência de informações, se torna um ponto focal de tensão entre os acionistas e as empresas. A Previ reafirma seu compromisso com a governança corporativa e a defesa dos interesses de seus associados, enquanto a BRF não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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