- A Oi protocolou um pedido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York para suspender o Chapter 15 e iniciar o Chapter 11.
- A medida visa proteger os ativos da empresa e facilitar sua recuperação financeira, diante de dificuldades crescentes e aumento das dívidas trabalhistas.
- O Chapter 11 permitirá à Oi reestruturar suas dívidas sob supervisão judicial nos Estados Unidos, complementando o processo de recuperação em andamento no Brasil.
- A empresa enfrenta um passivo trabalhista de R$ 1,57 bilhão, com desembolsos mensais que aumentaram de R$ 2,43 milhões para R$ 32,5 milhões em um ano.
- A Oi já reduziu sua dívida líquida de R$ 25,4 bilhões para R$ 10,29 bilhões, mas ainda enfrenta desafios de fluxo de caixa e adiamentos em sua transição de concessão para autorização.
A Oi protocolou, na última segunda-feira, um pedido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York para suspender o Chapter 15, visando iniciar o Chapter 11. Essa medida busca proteger os ativos da empresa e garantir a recuperação financeira, em meio a um cenário de dificuldades crescentes e aumento das dívidas trabalhistas.
O Chapter 11 permitirá à Oi reestruturar suas dívidas sob supervisão judicial nos Estados Unidos, complementando o processo de recuperação já em andamento no Brasil. A empresa, que já enfrenta seu segundo processo de recuperação judicial no país, justifica a ação como uma forma de evitar que credores internacionais comprometam seus esforços de recuperação. A Oi destaca que essa estratégia é uma alternativa viável, citando casos de sucesso de outras empresas, como as aéreas Azul e Gol.
Atualmente, a Oi enfrenta um passivo trabalhista estimado em R$ 1,57 bilhão, com um aumento mensal de desembolsos com ações trabalhistas que saltou de R$ 2,43 milhões para R$ 32,5 milhões em um ano. Além disso, a empresa já conseguiu reduzir sua dívida líquida de R$ 25,4 bilhões para R$ 10,29 bilhões desde a aprovação do plano de recuperação, mas ainda lida com dificuldades de fluxo de caixa.
A Oi também mencionou que a venda de ativos não ocorreu conforme o esperado, resultando em contrapartidas não monetárias que impactaram negativamente seu caixa. A transição do regime de concessão para autorização, que deveria ocorrer até junho de 2024, foi adiada para novembro, gerando custos adicionais de mais de R$ 510 milhões. A empresa reafirma seu compromisso em garantir a continuidade dos negócios e o atendimento aos clientes, enquanto busca soluções para sua reestruturação financeira.
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