- O Federal Reserve enfrenta pressão para reduzir as taxas de juros, com críticas de Donald Trump e Michael Kantrowitz, da Piper Sandler.
- Ambos afirmam que as taxas atuais estão altas e prejudicam o mercado imobiliário e a economia.
- Kantrowitz destaca que cortes nas taxas podem estimular o setor habitacional e melhorar os lucros corporativos.
- Trump sugere que as taxas estão “pelo menos 3 pontos percentuais altas demais”, mesmo com o S&P 500 próximo de máximas históricas.
- A demanda por hipotecas permanece baixa, mas um recente aumento nos pedidos pode indicar uma mudança no comportamento dos compradores.
O Federal Reserve (Fed) enfrenta crescente pressão para reduzir as taxas de juros, com críticas intensificadas por figuras como o ex-presidente Donald Trump e o estrategista da Piper Sandler, Michael Kantrowitz. Ambos argumentam que a atual taxa de juros está excessivamente alta e prejudica o mercado imobiliário e a economia em geral.
Kantrowitz destaca que cada recuperação econômica nos EUA começou com um fortalecimento do setor habitacional, e para isso, é necessário um corte nas taxas. Ele observa que uma leve diminuição nas taxas de juros pode estimular a atividade econômica e melhorar os lucros corporativos, que têm sido insatisfatórios nos últimos anos. O especialista também aponta para um mercado imobiliário sombrio, com aumento de inventário e queda nos preços, o que representa uma ameaça ao crescimento econômico.
As declarações de Trump, que afirmam que as taxas estão “pelo menos 3 pontos percentuais altas demais”, coincidem com um momento em que o mercado de ações dos EUA se mantém próximo de níveis recordes. O S&P 500 atingiu um máximo histórico na semana passada e apresenta um crescimento de 6% no ano. No entanto, essa força do mercado não alivia as preocupações sobre a acessibilidade e a bifurcação econômica.
Kantrowitz também menciona que a memória do choque inflacionário de 2022 tem levado os formuladores de políticas a temer que a redução das taxas possa provocar uma nova onda de inflação. Ele critica essa visão, afirmando que a situação atual não se assemelha ao contexto da pandemia de COVID-19 e que os riscos inflacionários relacionados a tarifas são exagerados.
Enquanto isso, as taxas de hipoteca têm permanecido em uma faixa estreita desde abril, resultando em uma demanda historicamente baixa. Recentemente, houve um aumento significativo no volume total de pedidos de hipoteca, após uma queda nas taxas, indicando uma possível mudança no comportamento dos compradores.
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