- Trump disse ter déficit comercial com o Brasil, mas dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, desde 2009, a relação é deficitária para o Brasil e superavitária para os EUA.
- O presidente americano anunciou tarifa de 50% para importações brasileiras, que passa a valer em 1º de agosto.
- Em 2 de abril, o Brasil foi taxado em 10% (valor mínimo entre as nações), decisão que foi revogada, mantendo piso para todas as nações.
- Trump justificou as tarifas citando supostas barreiras brasileiras e afirmou que o tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro motivou a medida, em carta destinada ao presidente Lula.
- O governante descreveu o saldo comercial como ameaça à segurança nacional dos EUA e disse que as tarifas podem variar conforme a relação entre os países.
Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira, a aplicação de uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida foi apresentada como forma de corrigir déficits comerciais, segundo o presidente americano.
Dados oficiais do MDIC indicam que, desde 2009, a relação entre Brasil e Estados Unidos tem sido de superávit para os EUA e deficit para o Brasil. Com isso, a tarifa de 50% impactaria o saldo comercial entre os dois países, segundo especialistas.
Trump justificou a decisão citando tratamento do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e questões relacionadas a eleições e liberdade de expressão. Em carta dirigida ao presidente Lula, o norte-americano afirmou que o Brasil trata de forma inadequada Bolsonaro, e classificou a relação como injusta.
A carta também aponta que as tarifas visam corrigir supostas barreiras comerciais brasileiras e déficits vistos como insustentáveis, com a defesa de que o equilíbrio comercial é essencial para a segurança nacional dos EUA. As medidas podem ser ajustadas conforme a relação entre os países.
Contexto técnico e histórico
Especialistas apontam que o saldo positivo dos EUA com o Brasil já era observado há mais de uma década, o que ajudou a justificar tarifas iniciais de 10% em abril, depois revogadas parcialmente. O argumento central é a necessidade de equalizar condições comerciais entre as duas nações.
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