- O grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,18% em junho de 2024, a primeira queda desde agosto do ano anterior.
- Essa deflação contribuiu para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que caiu de 0,26% em maio para uma taxa menor em junho.
- Apesar da deflação, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 5,32% para 5,35%, permanecendo acima do teto da meta de 4,5%.
- O grupo habitação teve a maior variação em junho, com 0,99%, impulsionada pela bandeira de energia.
- O transporte por aplicativo teve um aumento de 13,77%, impactando o IPCA em 0,03 ponto percentual.
O grupo Alimentação e Bebidas registrou uma deflação de 0,18% em junho de 2024, marcando a primeira queda desde agosto do ano anterior. Essa variação foi crucial para a desaceleração do IPCA, que passou de 0,26% em maio para uma taxa menor no último mês. Apesar da deflação, a inflação acumulada em 12 meses subiu ligeiramente, de 5,32% para 5,35%, ainda acima do teto da meta de 4,5%.
O grupo habitação teve a maior variação em junho, com 0,99%, impulsionada pela bandeira de energia. Além disso, Educação e Comunicação não apresentaram variação, resultando em inflação zero para esses setores. O economista Luis Otávio Leal, da G5 Partners, prevê que a deflação nos alimentos pode se repetir em julho, embora a expectativa seja de que a inflação retorne ao campo positivo em agosto, dependendo das condições climáticas.
Impacto do Transporte
Um fator que surpreendeu o mercado foi o aumento de 13,77% nas tarifas de transporte por aplicativo, que impactou o IPCA em 0,03 ponto percentual. Essa alta contrasta com a tendência de desaceleração da inflação, que ficou acima da projeção do Boletim Focus, que esperava uma variação de 0,20%.
As revisões para baixo nas estimativas de inflação continuam. O PicPay reduziu sua previsão para o IPCA de 5,3% para 5,1% para este ano. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, terá que justificar ao Ministério da Fazenda o descumprimento da meta, uma vez que a inflação se mantém acima do desejado. Em audiência na Câmara, Galípolo expressou que a inflação resiliente é uma preocupação para a instituição e que mudar a meta seria um sinal negativo para a economia e os investimentos.
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