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Banco Central reafirma compromisso com meta de inflação de 3%, diz Galípolo

Banco Central projeta inflação acima da meta até 2026, destacando crescimento econômico e pressão nos preços.

Foto: Reprodução
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando o descumprimento da meta de inflação, que está acima de 3% há seis meses.
  • O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 5,35% em junho, superando o teto da meta de 4,5%.
  • Galípolo atribui a alta da inflação a fatores como atividade econômica aquecida, inércia inflacionária e depreciação cambial.
  • Ele projeta que a inflação retorne ao intervalo de tolerância apenas no final do primeiro trimestre de 2026, com uma expectativa de queda para 4,2% no início de 2026.
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic para 15% ao ano, mas decidiu pausar o ciclo de alta para avaliar os efeitos das medidas já implementadas.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando o descumprimento da meta de inflação, que está acima de 3% há seis meses. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 5,35% em junho, superando o teto da meta de 4,5%.

Na comunicação, Galípolo atribui a alta da inflação a fatores como atividade econômica aquecida, inércia inflacionária e depreciação cambial. Ele destacou que o crescimento do PIB e o aumento do consumo têm pressionado os preços, além de choques nos preços de alimentos e tarifas de energia elétrica.

Expectativas Futuras

O presidente do BC projeta que a inflação retorne ao intervalo de tolerância apenas no final do primeiro trimestre de 2026. A previsão é que a taxa de inflação caia de 5,4% a 5,5% em 2025 para 4,2% no início de 2026. Galípolo reafirmou o compromisso do Banco Central com a meta de 3% e a necessidade de manter uma política monetária restritiva.

Desde a implementação da nova regra de metas contínuas em janeiro de 2025, o Banco Central deve se manifestar sempre que a inflação ultrapassar o teto por mais de seis meses. Esta é a segunda vez que Galípolo precisa justificar o descumprimento da meta em sua gestão, refletindo a complexidade do cenário econômico atual.

Ações do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) tem elevado a taxa Selic, que chegou a 15% ao ano em junho. Apesar do aumento, o BC decidiu pausar o ciclo de alta para avaliar os efeitos já implementados. Galípolo enfatizou que a comunicação sobre as razões do descumprimento e as medidas adotadas será intensificada durante esse período desafiador.

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