- Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, ameaça impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
- Estrategistas do Bradesco BBI acreditam que essa medida não será efetivada, mantendo uma perspectiva otimista para a economia brasileira.
- Os analistas, liderados por Ben Laidler, afirmam que Trump tende a negociar, resultando em tarifas menores do que as propostas.
- O cenário base sugere que as tarifas finais ficarão abaixo de 50%, com isenção tarifária sobre exportações de petróleo.
- Apesar do otimismo, existem riscos, como a possibilidade de um confronto agressivo e a reação do eleitorado brasileiro às questões tarifárias, especialmente com as eleições de 2026.
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, ameaça impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. No entanto, estrategistas do Bradesco BBI acreditam que essa medida não será efetivada, mantendo uma perspectiva otimista para a economia brasileira.
Os analistas do BBI, liderados por Ben Laidler, afirmam que a abordagem de Trump tende a ser mais negociadora, resultando em tarifas menores do que as inicialmente propostas. Eles utilizam a sigla TACO (Trump Always Chickens Out) para descrever essa tendência de recuo nas ameaças tarifárias. O cenário base sugere que as tarifas finais ficarão significativamente abaixo de 50%, com a isenção tarifária sobre exportações de petróleo permanecendo.
Apesar do otimismo, existem riscos no horizonte. O governo dos EUA pode estar mais inclinado a aplicar tarifas, especialmente após a última rodada de aumentos. Os estrategistas alertam para a possibilidade de um confronto agressivo realmente implementado (ACAI) e destacam que, historicamente, os mercados emergentes se recuperaram rapidamente após quedas iniciais em resposta a tarifas.
Expectativas do Mercado
Os analistas do Bradesco BBI identificam três fatores que sustentam sua visão positiva sobre o Brasil, mesmo diante de incertezas:
1. A economia brasileira é relativamente fechada, com apenas 11% das exportações destinadas aos EUA.
2. O ciclo econômico do Brasil é atípico, podendo se beneficiar de uma desaceleração global.
3. O mercado de ações brasileiro é considerado um dos mais baratos do mundo, com o real subvalorizado.
Entretanto, há preocupações sobre a continuidade dos fluxos de investimento estrangeiro, que podem estagnar após semanas de entradas. Além disso, a reação do eleitorado brasileiro às questões tarifárias ainda é incerta, especialmente com as eleições marcadas para outubro de 2026.
Os estrategistas mantêm uma posição overweight em ações brasileiras, focando em setores sensíveis à taxa de juros e empresas estatais, que podem se beneficiar de um ambiente econômico em recuperação.
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