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Congresso argentino aprova medidas desafiadoras ao governo Milei antes das eleições

O Senado argentino aprova aumento de aposentadorias, desafiando a austeridade de Javier Milei, que promete vetar a medida antes das eleições.

O Congresso Nacional em Buenos Aires (Foto: Erica Canepa/Bloomberg)
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  • O Senado argentino aprovou um projeto de lei que aumenta os gastos com aposentadorias e seguridade social, com votação de 52 a zero.
  • O aumento proposto é de 7,2% nas pensões, o que pode afetar o superávit fiscal do governo de Javier Milei.
  • O impacto financeiro das novas medidas pode chegar a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
  • Javier Milei anunciou que vetará a medida, que pode ser revertida apenas com dois terços dos votos no Congresso.
  • A situação política se agrava com tensões internas no governo e reações extremas nas redes sociais após a votação.

O Senado argentino aprovou, nesta quinta-feira (10), um projeto de lei que aumenta os gastos com aposentadorias e seguridade social, desafiando a agenda de austeridade do presidente Javier Milei. A votação ocorreu com 52 votos a zero, em uma sessão marcada por tensões e a ausência de muitos senadores governistas.

O projeto prevê um aumento de 7,2% nas pensões, o que pode comprometer o superávit fiscal conquistado por meio de cortes significativos nos primeiros 18 meses do governo Milei. O impacto financeiro das novas medidas pode chegar a 2,5% do PIB, segundo estimativas do governo. A aprovação representa um obstáculo significativo para Milei, que enfrenta um cenário político delicado antes das eleições de meio de mandato em outubro.

Desdobramentos Políticos

Milei já anunciou que vetará a medida, que pode ser revertida apenas com dois terços dos votos em ambas as casas do Congresso. O presidente acusou a oposição e os governadores de tentarem “destruir” seu governo por interesses eleitorais. Em entrevistas, ele e o ministro da Economia, Luis Caputo, alertaram que as novas despesas podem gerar instabilidade nos mercados e prejudicar o processo de desinflação.

A votação no Senado foi considerada uma derrota política para Milei, que já havia enfrentado dificuldades com a aprovação de outras propostas. A relação entre o presidente e a vice-presidente, Victoria Villarruel, também se deteriorou, refletindo uma crise interna no governo. Villarruel tentou adiar a votação, mas sua autoridade foi contestada, resultando em um clima de conflito.

Reações e Implicações

Após a votação, a tensão aumentou nas redes sociais, com figuras da ultradireita incitando ações extremas. A senadora Juliana Di Tullio anunciou que apresentará uma denúncia contra esses indivíduos por intimidação pública. A situação política na Argentina continua tensa, com o governo de Milei enfrentando desafios significativos em sua agenda fiscal e a crescente insatisfação da população com as políticas de austeridade.

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