- Lisa Shalett, da Morgan Stanley Wealth Management, apresenta uma nova perspectiva otimista para o mercado, considerando tarifas comerciais como “não-eventos”.
- A expectativa é de que os lucros do S&P 500 cresçam de sete a oito por cento em 2025 para treze a quatorze por cento em 2026, impulsionados por expansão de margens e benefícios fiscais.
- O índice de volatilidade VIX caiu para menos de dezessete, indicando uma aparente imunidade do mercado às incertezas.
- Kristy Akullian, da iShares, observa que julho tem sido marcado por baixos volumes de negociação e que o S&P 500 não reagiu a anúncios políticos recentes.
- Liz Ann Sonders, da Charles Schwab, alerta sobre riscos de queda nas ações, destacando a divergência entre os mercados de ações e títulos.
Os investidores estão enfrentando um cenário de incertezas macroeconômicas, mas uma nova perspectiva otimista surge no mercado. Lisa Shalett, diretora de investimentos da Morgan Stanley Wealth Management, aponta que tarifas comerciais são vistas como “não-eventos”, especialmente com a expectativa de crescimento nos lucros corporativos. O VIX, indicador de volatilidade, caiu para níveis baixos, refletindo uma aparente imunidade do mercado às incertezas.
Shalett destaca que os lucros do S&P 500 devem crescer de 7-8% em 2025 para 13-14% em 2026, impulsionados por expansão de margens e benefícios fiscais. Além disso, a possibilidade de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, caso a economia mostre sinais de fraqueza, pode ser um fator positivo para os investidores. Essa análise ajuda a explicar a calma nos mercados, mesmo diante de novas ameaças tarifárias, como a imposição de 50% de tarifas sobre o Brasil.
Contexto do Mercado
Kristy Akullian, responsável pela estratégia de investimentos da iShares para as Américas, observa que julho tem sido marcado por baixos volumes de negociação e volatilidade. O S&P 500 não reagiu significativamente a anúncios políticos recentes, como a aprovação do “One Big Beautiful Bill Act” e as novas tarifas. O VIX, atualmente abaixo de 17, contrasta com os picos de volatilidade observados em abril, quando o índice ultrapassou 60.
A divergência entre os mercados também é notável. Enquanto o mercado de títulos sugere um crescimento econômico mais fraco, os setores cíclicos das ações estão precificando um crescimento mais robusto. Liz Ann Sonders, diretora de investimentos da Charles Schwab, alerta para os riscos de queda nas ações, ressaltando que as mensagens dos diferentes mercados estão confusas.
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