Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

México enfrenta ciclo de pobreza que limita oportunidades para novas gerações

Relatório aponta que 75% dos filhos de pais com ensino fundamental não atingem a média escolar no México, evidenciando a desigualdade persistente.

Crianças brincam no campo da colônia Palo Alto, em 18 de dezembro de 2024. (Foto: Aurea Del Rosario)
0:00
Carregando...
0:00
  • A desigualdade social no México persiste, com cinquenta por cento das pessoas nascidas na pobreza permanecendo nessa condição.
  • Um relatório do Centro de Estudos Espinosa Yglesias revela que setenta e cinco por cento dos filhos de pais com ensino fundamental não atingem a média nacional de escolaridade, que é de nove anos e quatro meses.
  • A pobreza no país caiu de quarenta e oito por cento em 2017 para quarenta e um por cento em 2023, mas essa redução é considerada insuficiente.
  • A situação é mais difícil para as mulheres, que enfrentam barreiras significativas para ascender economicamente. No norte do México, trinta e sete por cento das pessoas nascidas na pobreza não conseguem superá-la, enquanto no sul esse número sobe para sessenta e quatro por cento.
  • O diretor do Centro de Estudos Espinosa Yglesias, Roberto Vélez, destaca a necessidade de políticas públicas eficazes para romper o ciclo da pobreza.

María Mancilla, de 65 anos, é um exemplo da persistente desigualdade social no México. Com mais de 30 anos de experiência como empregada doméstica, ela ganha cerca de 7.500 pesos mensais (aproximadamente 375 dólares), valor que mal cobre suas dívidas. Cinquenta por cento das pessoas nascidas na pobreza permanecem nessa condição, segundo um novo relatório do Centro de Estudos Espinosa Yglesias (Ceey).

O estudo revela que 75% dos filhos de pais com ensino fundamental não alcançam a média nacional de escolaridade, que é de 9,4 anos. Roberto Vélez, diretor do Ceey, destaca que a pobreza no México tem um forte componente hereditário. “Temos um problema estrutural de repetição do ciclo intergeracional da pobreza,” afirma. Embora a pobreza tenha caído de 48% em 2017 para 41% em 2023, essa redução ainda é considerada insuficiente.

Desigualdade de Gênero e Geográfica

A situação é ainda mais desafiadora para as mulheres. O termo “sticky floor” descreve a dificuldade que elas têm de ascender economicamente. Para as mulheres que nascem no topo da pirâmide, 47% conseguem manter seu status, enquanto para os homens esse número é de 53%. Além disso, a desigualdade é acentuada pela localização geográfica. No norte do México, 37% das pessoas nascidas na pobreza não conseguem superá-la, enquanto no sul esse número sobe para 64%.

Mancilla, que vive em Iztapalapa, considera-se privilegiada por ter acesso a serviços básicos. Ela cuida de seu esposo, que enfrenta problemas de saúde, e ainda assim, seu salário desaparece rapidamente entre remédios e dívidas. “Entre remédios, comida e dívidas, meu salário desaparece rapidamente,” relata.

Necessidade de Políticas Públicas

Vélez enfatiza que esforços pessoais não são suficientes para romper o ciclo da pobreza. É necessária uma presença estatal forte e políticas públicas robustas. O estudo recomenda ações como o combate à discriminação no mercado de trabalho e a garantia de acesso a serviços públicos de qualidade.

A realidade de Mancilla reflete a luta de muitos mexicanos que, como ela, enfrentam barreiras significativas para superar a desigualdade social. A necessidade de um apoio governamental efetivo é crucial para garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais