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Ministro da Economia denuncia plano da oposição para enfraquecer governo argentino

Luis Caputo nega previsões alarmantes sobre a economia e enfrenta pressão de governadores por aumento de pensões e financiamento universitário.

Luis Caputo e Javier Milei em Buenos Aires, em abril de 2025. (Foto: Natacha Pisarenko/AP)
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  • Luis Caputo, ministro de Economia da Argentina, desmentiu previsões alarmantes sobre a economia feitas pelo jornalista Alejandro Fantino.
  • Fantino afirmou que o governo teria um plano para comprometer o superávit fiscal, o que poderia aumentar a inflação e elevar o dólar.
  • Caputo garantiu que a economia está saudável e criticou tentativas de desestabilização política.
  • Governadores pressionam por aumento de pensões e reativação de obras públicas, o que intensifica a crise política.
  • O presidente Javier Milei acusou os governadores de querer destruir o governo nacional e acredita que sua coalizão terá sucesso nas eleições legislativas.

Luis Caputo, ministro de Economia da Argentina, enfrenta uma crescente pressão política e econômica. Na quarta-feira, ele teve que desmentir previsões alarmantes sobre a economia feitas pelo jornalista Alejandro Fantino, que afirmou que o governo teria um plano para comprometer o superávit fiscal, levando a uma alta da inflação. Fantino também previu que o dólar ultrapassaria a banda de controle e que o risco país chegaria a 1.200 pontos.

Em resposta, Caputo garantiu que a economia está sadia e que não há motivos para pânico. Ele criticou a tentativa de desestabilização por parte de setores da política, afirmando que “há pessoas dispostas a fazer qualquer coisa para voltar a roubar”. O ministro enfatizou que o governo está preparado para resistir a qualquer manobra que busque desestabilizar a economia.

Pressão dos Governadores

A situação se complica com a pressão dos 24 governadores, que exigem o pagamento de transferências federais e a reativação de obras públicas paralisadas. Após resistirem ao ajuste fiscal, agora eles buscam aumentar as pensões e o financiamento das universidades públicas, o que, segundo Milei e Caputo, visa minar os sucessos econômicos do governo.

O presidente Javier Milei acusou os governadores de querer “destruir o governo nacional”. Ele acredita que, se sua coalizão, La Libertad Avanza, tiver sucesso nas eleições legislativas de outubro, isso resultará na aposentadoria política de muitos governadores.

A Reação de Fantino

Fantino, por sua vez, se defendeu das acusações de manipulação, afirmando que suas declarações foram distorcidas. Ele publicou uma gravação completa de sua entrevista, ressaltando que o que foi veiculado não refletia suas palavras. A tensão entre o governo e os governadores, somada às incertezas econômicas, continua a gerar um clima de instabilidade no país.

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