- O Piauí lançou um programa para gerar 20 milhões de créditos de carbono até 2030.
- O objetivo é reduzir o desmatamento em 10% até 2025, seguindo iniciativas de outros estados.
- O Cerrado representa 52,5% da área desmatada no Brasil, com 652.197 hectares.
- A empresa Geonoma será responsável pela implementação do programa, que visa preservar florestas e criar oportunidades sustentáveis.
- O Brasil se destaca no mercado de carbono, com potencial significativo para novos projetos após a regulamentação prevista para novembro de 2024.
O Piauí, parte da região do Matopiba, lançou um programa ambicioso para gerar 20 milhões de créditos de carbono até 2030, com o objetivo de reduzir o desmatamento em 10% até 2025. A iniciativa, que segue exemplos de estados como Pará e Tocantins, busca mitigar a devastação florestal no bioma Cerrado, o mais afetado do Brasil.
O estado enfrenta um cenário crítico, com o Cerrado respondendo por 52,5% da área desmatada no país, totalizando 652.197 hectares. Juntamente com Maranhão, Tocantins e Bahia, o Piauí representa 42% da vegetação suprimida no Brasil. Em resposta, o governo estadual celebrou uma redução de 12% no desmatamento no ano passado e agora se compromete a avançar com o novo programa.
Parceria e Desenvolvimento
A implementação do programa será realizada pela empresa Geonoma, que também atua em Tocantins. Os créditos gerados, conhecidos como REDD+ jurisdicionais, englobam ações de preservação em todo o território, evitando a migração do desmatamento para áreas adjacentes. O governador Rafael Fonteles destacou que a iniciativa não apenas protege as florestas, mas também cria oportunidades sustentáveis para as comunidades locais.
O Brasil, que sediará a COP30, está se posicionando como um líder no mercado de carbono. O Pará, por exemplo, anunciou a venda de 12 milhões de créditos a US$ 15 por tonelada, gerando quase R$ 1 bilhão. Já o Tocantins estima gerar 13 milhões de créditos em parceria com a Mercuria. Além disso, o país se destacou ao emitir os primeiros créditos por agricultura regenerativa nas Américas.
Oportunidades Futuras
Com a regulamentação do mercado de carbono prevista para novembro de 2024, espera-se que novos projetos sejam desbloqueados, ampliando as oportunidades de comercialização. Pedro Plastino, especialista em negócios climáticos, afirmou que o Brasil possui um potencial imenso nesse mercado, comparando-o à Arábia Saudita dos créditos de carbono. As iniciativas de reflorestamento e proteção florestal estão se tornando cada vez mais atrativas para as empresas, que reconhecem a sustentabilidade como um negócio viável.
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