- Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, alertou sobre o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, especialmente na região Sudeste.
- Ele elogiou a postura do governo Lula e pediu união entre os estados para enfrentar a crise.
- Viana criticou a carta dos EUA, que sugere mudanças em políticas internas como condição para relações comerciais.
- O Brasil mantém um superávit comercial com os EUA desde 2009, tornando a tarifa considerada injustificável.
- A ApexBrasil realizará estudos para reorganizar as exportações e está disposta a dialogar com os setores afetados.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, alertou que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros terá um impacto significativo, especialmente na região Sudeste, onde setores exportadores, como a siderurgia e a indústria aeronáutica, estão concentrados. Em entrevista após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Viana elogiou a postura do governo e pediu uma resposta unificada.
Viana destacou que a medida afeta diretamente o Brasil e criticou o teor ideológico da carta enviada pelo governo norte-americano, que sugere mudanças em políticas internas como condição para manter relações comerciais. Ele afirmou que o Brasil tem um superávit comercial com os EUA desde 2009, o que torna a tarifa injustificável.
Apelo à União
O presidente da ApexBrasil fez um apelo à união entre os estados, mencionando especificamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Viana enfatizou que a crise exige colaboração entre o governo federal e os governadores, independentemente de diferenças ideológicas. Ele ressaltou que a situação não é momento para disputas políticas, mas sim para um esforço conjunto.
Viana também mencionou que o governo está disposto a dialogar com os setores afetados e que a ApexBrasil está realizando estudos técnicos para embasar futuras ações. Entre as alternativas, está a possibilidade de reorganizar as rotas e destinos das exportações brasileiras. Ele reafirmou que o Brasil não deixará de vender seus produtos e que, se necessário, a geografia econômica das exportações será redesenhada.
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