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EUA reduzem exportações brasileiras em até US$ 13 bilhões até 2026, aponta BTG

Tarifas dos EUA podem resultar em perdas de até US$ 20 bilhões nas exportações brasileiras até 2026, afetando setores-chave da economia.

Retaliações poderiam desencadear escalada das tensões comerciais e pressionar a inflação, segundo o BTG (Foto: Emanuel/Adobe Stock)
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  • Os Estados Unidos aumentarão as tarifas de importação sobre produtos brasileiros de 10% para 50% a partir de 1º de agosto.
  • O BTG Pactual estima perdas de até US$ 20 bilhões nas exportações brasileiras até 2026.
  • A participação dos EUA nas exportações do Brasil caiu de 25% no início dos anos 2000 para 12% em 2024.
  • Setores como aviação e autopeças serão os mais afetados, enquanto produtos como carne bovina podem ser redirecionados para outros mercados.
  • Retaliações do Brasil podem gerar incertezas e aumentar os custos de importação, impactando a economia e a produtividade.

Os Estados Unidos anunciaram um aumento significativo nas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, elevando-as de 10% para 50% a partir de 1º de agosto. Essa medida pode resultar em uma queda nas exportações do Brasil, com estimativas apontando para perdas de até US$ 20 bilhões até 2026. O impacto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode ser de 0,3% em 2025 e 0,6% em 2026, segundo o BTG Pactual.

O relatório do banco destaca que a participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu de 25% no início dos anos 2000 para 12% em 2024, embora o mercado norte-americano continue sendo o segundo maior destino das vendas externas do Brasil. Os produtos mais afetados incluem aeronaves, autopeças e máquinas, que são essenciais para a balança comercial do país.

Consequências Econômicas

A nova tarifa pode provocar uma deterioração na balança comercial, com o saldo comercial e o déficit em transações correntes se deteriorando quase na mesma proporção das perdas nas exportações. O BTG Pactual estima que, se as tarifas forem estendidas a toda a pauta comercial, a perda adicional poderia ser de US$ 8 bilhões em 2025 e US$ 14 bilhões em 2026.

Além disso, a elasticidade-preço das importações brasileiras em relação ao câmbio é inferior a 1, o que significa que a depreciação do real não aliviará significativamente o impacto externo. As retaliações do Brasil contra as tarifas americanas podem gerar incertezas adicionais e encarecer as importações de bens de capital, afetando a produtividade e os investimentos internos.

Setores em Risco

O impacto das tarifas não será uniforme entre os setores. Enquanto produtos como carne bovina podem ser redirecionados para outros mercados, setores como aviação enfrentam maiores dificuldades. A dependência do Brasil em relação a produtos importados dos EUA, como o querosene de aviação, pode elevar os custos e pressionar a inflação.

A situação exige uma resposta diplomática eficaz para mitigar os efeitos negativos da nova política tarifária. A Amcham Brasil enfatiza a necessidade de diálogo entre os governos para evitar que a nova taxação inviabilize as exportações brasileiras, especialmente de bens industriais.

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