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Tarifas elevadas devem pressionar ainda mais o PIB e frear o crescimento econômico

Tarifas de 50% dos EUA podem reduzir o PIB do Brasil em até 1,2%, com impactos adicionais previstos para 2025 e 2026.

Relações - Trump, Eduardo e Bolsonaro em 2019, durante o G20 no Japão: proximidade antiga (Foto: @BolsonaroSP/Instagram)
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  • O banco J.P. Morgan estima um impacto negativo de até 1,2% no PIB do Brasil devido a tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
  • A medida foi anunciada pelo presidente americano e afeta o mercado acionário brasileiro, que vinha recebendo capital estrangeiro.
  • As previsões indicam uma possível queda adicional no PIB em 2025 e 2026.
  • A XP Investimentos prevê um impacto de 0,3 ponto percentual no PIB entre julho e dezembro de 2025 e de 0,5 ponto percentual em 2026.
  • As condições financeiras mais restritivas podem amplificar esses efeitos, dependendo da resposta do governo brasileiro.

Os economistas do banco J.P. Morgan projetam um impacto negativo de até 1,2% no PIB do Brasil anualmente devido a tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Essa medida, anunciada pelo presidente americano, é vista como um golpe para o mercado acionário brasileiro, que experimentava um fluxo positivo de capital estrangeiro nos últimos meses.

As previsões do J.P. Morgan indicam que a situação pode se agravar, com uma queda adicional no crescimento do PIB em 2025 e 2026. Os analistas destacam que o efeito sobre os preços internos é incerto, pois a maior oferta de produtos anteriormente exportados pode reduzir preços, mas a taxa de câmbio desempenhará um papel crucial nesse cenário.

Expectativas do Mercado

A XP Investimentos compartilha uma visão semelhante, prevendo um impacto direto de 0,3 ponto percentual no PIB entre julho e dezembro de 2025. Para 2026, a expectativa é de uma queda de 0,5 ponto percentual. Além disso, os analistas alertam que condições financeiras mais restritivas podem amplificar esses efeitos, dependendo da resposta do governo brasileiro e da possibilidade de uma “desescalada” no conflito comercial.

Apesar das incertezas, tanto o J.P. Morgan quanto a XP Investimentos ainda não revisaram oficialmente suas projeções de crescimento do PIB do Brasil. O cenário econômico continua a ser monitorado de perto, com os impactos diretos nas finanças da população sendo um foco central das análises.

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