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Vaca Muerta promete revolucionar a economia argentina com suas riquezas energéticas

Produção de petróleo em Vaca Muerta cresce sob governo de Javier Milei, com metas ambiciosas e novos projetos de infraestrutura em andamento.

A produção em Vaca Muerta utiliza o fraturamento hidráulico (fracking), técnica que permite extrair petróleo e gás aprisionados em rochas profundas (Foto: Cristian Martin/Getty Images)
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  • Vaca Muerta, descoberta em 2010 na Argentina, é uma das maiores formações de hidrocarbonetos não convencionais do mundo, com grandes reservas de gás de xisto e petróleo.
  • Sob o governo de Javier Milei, a produção na região está em expansão, com expectativa de alcançar 1 milhão de barris diários até 2027.
  • Em abril de 2025, a produção já atingiu 442 mil barris diários.
  • A Argentina investe em infraestrutura, como o gasoduto Néstor Kirchner, que conecta Vaca Muerta à província de Buenos Aires e está sendo expandido até a fronteira com o Brasil.
  • A técnica de fraturamento hidráulico (fracking) utilizada na extração gera preocupações ambientais, com mais de 400 tremores registrados na região desde 2015.

Vaca Muerta em Expansão

Vaca Muerta, descoberta em 2010 na Argentina, é uma das maiores formações de hidrocarbonetos não convencionais do mundo. Localizada na província de Neuquén, a região abriga vastas reservas de gás de xisto e petróleo, posicionando-se como um dos maiores potenciais globais.

Sob a administração do presidente Javier Milei, a produção em Vaca Muerta está em rápida expansão. A expectativa é que a produção diária alcance 1 milhão de barris até 2027, um marco que colocaria a Argentina em patamar semelhante a alguns países da Opep. Em abril de 2025, a produção já havia atingido 442 mil barris diários.

Projetos de Infraestrutura

Para suportar esse crescimento, a Argentina está investindo em projetos de infraestrutura. O gasoduto Néstor Kirchner, com 600 km de extensão, já está em operação e conecta Vaca Muerta à província de Buenos Aires. A segunda fase do projeto visa expandir até a fronteira com o Brasil, facilitando a exportação de gás argentino.

Essa parceria com o Brasil é estratégica, pois o gás argentino pode diversificar a matriz energética brasileira e reduzir a dependência do gás boliviano. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estuda financiar parte do gasoduto, com um orçamento de US$ 820 milhões.

Desafios e Críticas

Outro projeto significativo é o Vaca Muerta Oleoduto Sul (VMOS), orçado em mais de US$ 3 bilhões. Essa obra, a maior do setor privado em décadas, inclui um oleoduto de 440 km e um terminal de exportação no porto de Río Negro. A construção foi financiada por grandes bancos internacionais, totalizando US$ 2 bilhões em crédito.

Entretanto, a expansão de Vaca Muerta não está isenta de controvérsias. A técnica de fraturamento hidráulico (fracking) utilizada na extração de petróleo e gás levanta preocupações ambientais. Críticos apontam para a contaminação do solo e da água, além de tremores de terra associados à atividade. Desde 2015, mais de 400 tremores foram registrados na região de Neuquén, gerando debates sobre a sustentabilidade da exploração.

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