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Goldman Sachs aponta que tarifas de Trump podem beneficiar mercados asiáticos

Goldman Sachs minimiza impacto das tarifas comerciais de Trump e prevê recuperação dos mercados asiáticos com foco nas exportações.

Telefônica Brasil (VIVT3) compra fatia de 50% da Fibrasil por R$ 850 mi (Foto: Reprodução)
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  • Os mercados asiáticos enfrentam incertezas devido às tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • Analistas do Goldman Sachs afirmam que o impacto das tarifas pode ser menor do que o esperado, destacando a previsibilidade nas políticas comerciais.
  • O relatório do banco indica que o crescimento econômico pode não ser tão negativo quanto temiam os mercados no início do segundo trimestre.
  • As tarifas podem afetar os lucros na região, com uma estimativa de queda de cerca de 1% a cada aumento de cinco pontos percentuais nas tarifas.
  • Após quedas iniciais, os mercados asiáticos se recuperaram, com o índice Nikkei 225 subindo cerca de 1% no ano e o Hang Seng, de Hong Kong, aumentando 25%.

Os mercados asiáticos enfrentam um cenário de incertezas devido às tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, analistas do Goldman Sachs afirmam que o impacto pode ser menor do que o inicialmente previsto. Em relatório divulgado na quinta-feira, 10, o banco destacou que, apesar dos efeitos persistentes, a previsibilidade nas políticas comerciais pode restaurar a confiança dos investidores.

Os analistas do Goldman Sachs observaram que o impacto no crescimento econômico pode não ser tão negativo quanto os mercados temiam no início do segundo trimestre. As tarifas podem atuar como um “evento de compensação de risco”, mesmo que as alíquotas sejam superiores às estimativas. A incerteza sobre o nível e a direção das tarifas tem sido o principal fator de estresse nos mercados, mais do que as tarifas em si.

Expectativas de Mercado

Trump notificou cerca de duas dezenas de países sobre a implementação de novas tarifas a partir de 1º de agosto, a menos que novos acordos comerciais sejam firmados. O Goldman Sachs acredita que os efeitos das tarifas não serão uniformes. Mercados do norte da Ásia, como Taiwan, Coreia do Sul e Japão, estão mais expostos devido à maior dependência das exportações para os EUA. Em contrapartida, mercados do sudeste asiático e setores voltados ao consumo interno, como serviços públicos e telecomunicações, devem ser menos impactados.

Os analistas estimam que os lucros na região podem cair cerca de 1% a cada aumento de 5 pontos percentuais nas tarifas. Além disso, fatores como juros mais baixos nos EUA e um dólar mais fraco podem ajudar a mitigar os danos. A política de afrouxamento monetário do Federal Reserve pode direcionar investidores a ativos de maior retorno na Ásia, enquanto a desvalorização do dólar beneficia empresas com dívidas atreladas à moeda americana.

Após o anúncio das tarifas em abril, os mercados asiáticos reagiram com forte queda, mas se recuperaram rapidamente. O índice Nikkei 225, do Japão, apresenta alta de cerca de 1% no ano, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, sobe 25%, impulsionado por empresas de inteligência artificial da China.

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