- A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de João Nazareno Roque, técnico de TI da empresa C&M.
- Roque, que estava em prisão temporária desde 3 de julho, confessou ter fornecido suas credenciais a criminosos.
- O ataque hacker, ocorrido na madrugada de 30 de junho, causou um prejuízo estimado de R$ 800 milhões.
- Os criminosos transferiram valores da conta do BMP para diversas contas, principalmente em três instituições de pagamento.
- O técnico recebeu R$ 5 mil para facilitar o acesso e prometeu mais R$ 10 mil após a execução do golpe.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de João Nazareno Roque, 48 anos, técnico de TI da empresa C&M, investigado por um ataque hacker que resultou em um prejuízo estimado de R$ 800 milhões. Roque, que estava em prisão temporária desde 3 de julho, confessou ter fornecido suas credenciais a criminosos para facilitar transferências fraudulentas.
O golpe, considerado o maior do Brasil, ocorreu na madrugada de 30 de junho, quando o grupo acessou o sistema da C&M e começou a transferir valores da conta do BMP para diversas contas. A empresa, que conecta bancos menores e fintechs ao sistema Pix do Banco Central, viu a maior parte dos recursos ser direcionada a três instituições de pagamento: Transfeera, Nuoro Pay e Soffy, que foram suspensas do Pix.
Em depoimento, Roque relatou que foi abordado na rua por um homem que conhecia seu trabalho e ofereceu R$ 5 mil para que ele fornecesse acesso ao sistema. Após a execução do golpe, ele receberia mais R$ 10 mil. O técnico trabalhou na C&M desde 2022, após uma carreira anterior como eletricista.
As investigações indicam que os valores foram pulverizados em contas de até 40 instituições, incluindo grandes bancos. O caso levanta preocupações sobre a segurança dos sistemas financeiros e a vulnerabilidade de empresas que operam com dados sensíveis.
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