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Kapitalo analisa possíveis impactos do “momento Dilma” nas eleições colombianas

Kapitalo Investimentos aposta na Colômbia, prevendo ajuste fiscal e valorização de ativos com possível vitória da centro-direita em 2026.

Gustavo Petro e Dilma Roussef (Foto: REUTERS/Marckinson Pierre e Lula Marques/Agência PT)
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  • A gestora Kapitalo Investimentos identificou uma oportunidade de investimento na Colômbia.
  • A previsão é que a baixa popularidade do presidente Gustavo Petro leve a uma vitória da centro-direita nas eleições de 2026.
  • O país enfrenta um crescente desequilíbrio fiscal, com um déficit nominal projetado de 7,1% do PIB em 2024.
  • A Kapitalo acredita que um governo fiscalista poderia resultar em um ajuste fiscal e valorização dos ativos colombianos.
  • O fundo K10 da gestora teve rentabilidade de 2,30% em junho e ganhos acumulados de 13,02% no ano.

A gestora Kapitalo Investimentos identificou uma oportunidade de investimento na Colômbia, prevendo que a baixa popularidade do presidente Gustavo Petro pode resultar em uma vitória da centro-direita nas eleições de 2026. O cenário atual é comparado ao vivido pelo Brasil durante a crise fiscal do governo Dilma Rousseff.

Desde a posse de Petro em agosto de 2022, a Colômbia tem enfrentado um desequilíbrio fiscal crescente e um aumento do déficit nominal, que deve atingir 7,1% do PIB em 2024. A suspensão da regra fiscal permitiu uma política fiscal mais frouxa, o que, segundo a Kapitalo, contribui para um elevado prêmio de risco nos ativos locais. Esse prêmio é o retorno adicional que investidores exigem ao aplicar recursos em países com instabilidade econômica.

A gestora acredita que a insatisfação popular com o governo atual e o fraco desempenho de seus aliados nas pesquisas eleitorais aumentam as chances de um candidato de centro-direita vencer em 2026. Um governo com uma agenda fiscalista poderia provocar um ajuste fiscal, resultando em uma valorização dos ativos colombianos. A Kapitalo afirma que essa mudança de cenário pode levar a uma compressão significativa dos prêmios de risco.

Embora as eleições ainda estejam distantes e o futuro seja incerto, a Kapitalo considera que os ativos colombianos já incorporam um nível de risco suficientemente alto para justificar uma alocação gradual de capital. O fundo K10, da gestora, teve uma rentabilidade de 2,30% em junho, equivalente a quase 210% do CDI, e os ganhos acumulados no ano são de 13,02%, ou cerca de 203% do benchmark da classe. A expectativa é que a Colômbia ganhe mais espaço no fundo nos próximos meses.

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