- A Petrobras aguarda a definição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar um simulado de emergência, etapa necessária para iniciar a perfuração do primeiro poço em águas profundas na Foz do Amazonas.
- O simulado deve ocorrer após o planejamento que será feito na próxima semana, o que pode atrasar a atividade para agosto.
- Técnicos do Ibama vistoriaram embarcações de resposta a vazamentos e uma nova base para cuidados com a fauna em Oiapoque, no Amapá.
- O navio sonda NS-42, contratado para a perfuração, permanece atracado em Belém, aguardando autorização para se deslocar para a área do poço.
- O simulado é a última etapa do licenciamento e visa avaliar os planos de emergência da Petrobras, que já enfrentou um parecer contrário à licença ambiental em fevereiro.
A Petrobras enfrenta um impasse para iniciar a perfuração do primeiro poço em águas profundas na Foz do Amazonas, devido à necessidade de um simulado de emergência que ainda não tem data definida pelo Ibama. A estatal esperava realizar a atividade na semana de 14 de julho, mas o instituto indicou que o planejamento começará na próxima semana, o que pode atrasar o simulado para agosto.
Nos últimos dias, técnicos do Ibama vistoriaram embarcações de resposta a vazamentos e a nova base para cuidados com a fauna impactada, construída pela Petrobras em Oiapoque (AP). O navio sonda NS-42, contratado para a perfuração, permanece atracado em frente a Belém, aguardando autorização para deslocar-se para a área do poço. O contrato da embarcação expira em outubro, o que pressiona a Petrobras a concluir a operação até essa data.
Licenciamento e Preocupações Ambientais
O simulado, denominado APO (avaliação pré-operacional), é considerado a última etapa do processo de licenciamento. Ele visa avaliar os planos de emergência e proteção da fauna em caso de acidentes. A Petrobras afirma que utilizará a maior estrutura de resposta a emergências já empregada pela companhia, com tecnologias que buscam garantir segurança nas operações.
Em fevereiro, o Ibama havia emitido um parecer contrário à licença ambiental, alegando que o plano da Petrobras não assegurava o resgate de espécies ameaçadas. Contudo, em maio, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, desconsiderou essa conclusão e autorizou o simulado com um parecer alternativo. A pressão para que a perfuração comece é intensa, pois a região apresenta condições ambientais distintas das bacias de Campos e Santos, onde estão as principais reservas do Brasil.
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