- O economista Paul Krugman criticou a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em agosto.
- Krugman descreveu a medida como “megalomaníaca e maligno”, afirmando que não possui justificativas econômicas, mas sim um caráter político.
- Ele destacou que essa forma de coerção política é inédita na história dos Estados Unidos.
- A tarifa afetará setores como suco de laranja e café, que representam apenas 2% do PIB do Brasil, e pode resultar em aumento de preços para consumidores americanos.
- Krugman sugeriu que o Brasil poderia buscar novos mercados como estratégia de reciprocidade, dado seu déficit comercial com os Estados Unidos.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o economista Paul Krugman criticou a decisão de Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em agosto, é vista por Krugman como uma resposta política à decisão do Brasil de julgar Jair Bolsonaro, ex-presidente brasileiro. O economista, vencedor do Prêmio Nobel, descreveu a tarifa como “megalomaníaca e maligno”, afirmando que se trata de um programa de proteção a ditadores.
Krugman argumentou que a imposição de tarifas como forma de coerção política é inédita na história dos Estados Unidos. Ele destacou que nunca antes o país havia utilizado esse tipo de medida para influenciar questões internas de outra nação. Segundo ele, a ação de Trump não possui justificativas econômicas, mas sim um caráter político. O economista também reiterou sua visão de Bolsonaro como um “autoritário”, enfatizando que a tentativa do ex-presidente de reverter uma eleição perdida demonstra sua rejeição à democracia.
Embora a tarifa afete setores específicos, como suco de laranja e café, Krugman observou que esses produtos representam apenas 2% do PIB do Brasil. Ele alertou que os consumidores americanos também sentirão os efeitos da medida, com a possibilidade de aumento nos preços. Para o Brasil, Krugman sugeriu que a reciprocidade pode ser uma estratégia eficaz, já que o país possui um déficit comercial com os EUA e pode buscar novos mercados.
A imposição da tarifa por Trump pode provocar reações internas nos Estados Unidos, especialmente à medida que os preços aumentarem para os consumidores. Krugman concluiu que essa guerra comercial pode não apenas prejudicar a indústria americana, mas também fortalecer a integração entre economias emergentes, incluindo o Brasil.
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