- Os serviços no Brasil cresceram 0,1% em maio, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- O resultado ficou abaixo da expectativa de 0,2% e marca o quarto mês consecutivo de alta.
- Em comparação com maio de 2024, o setor teve um avanço de 3,6%, totalizando a 14ª taxa positiva consecutiva.
- Os serviços profissionais, administrativos e complementares foram os principais responsáveis pelo crescimento, com aumento de 0,9% nos últimos quatro meses.
- Três dos cinco setores analisados apresentaram crescimento, enquanto os serviços prestados às famílias e o grupo de transportes tiveram quedas de 0,6% e 0,3%, respectivamente.
Os serviços no Brasil cresceram 0,1% em maio, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Este resultado, embora positivo, ficou abaixo da expectativa de 0,2% dos analistas e representa o quarto mês consecutivo de alta. Em comparação a maio de 2024, o setor avançou 3,6%, totalizando a 14ª taxa positiva consecutiva.
A desaceleração é um tema recorrente entre economistas. Rodrigo Lobo, analista da pesquisa, observa que, apesar da leve alta, os números não são tão expressivos quanto os do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos serviços profissionais, administrativos e complementares, que registraram um aumento de 0,9% nos últimos quatro meses.
Setores em Destaque
Três dos cinco setores analisados apresentaram crescimento em maio. Além dos serviços profissionais, destacaram-se os outros serviços (1,5%) e os serviços de informação e comunicação (0,4%). Em contrapartida, o grupo de transportes teve uma queda de 0,3%, enquanto os serviços prestados às famílias recuaram 0,6%. A área de transportes foi a principal responsável pela variação negativa, com quedas significativas em logística e transporte marítimo.
Apesar do retrocesso, Lobo ressalta que a queda de maio elimina apenas uma fração do ganho acumulado de 3,1% entre fevereiro e abril. A análise de Claudia Moreno, economista do C6 Bank, sugere que, mesmo com a desaceleração, o setor deve terminar o ano com uma expansão acima de 2%, impulsionada por estímulos governamentais.
Expectativas Futuras
Luis Otávio Leal, economista da G5 Partners, destaca que o setor de serviços parece dissociado da conjuntura macroeconômica, com crescimento atrelado ao ambiente de negócios e ao desenvolvimento tecnológico. No entanto, os serviços prestados às famílias mostraram perda de força, embora a XP projete um aumento de 1,0% nesta categoria no último trimestre.
O cenário atual do setor é de crescimento moderado, com expectativas de que os serviços mais ligados à demanda doméstica continuem a se expandir, enquanto os voltados para empresas podem enfrentar desafios no segundo semestre.
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