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Fundos de crédito geram euforia, mas preocupam investidores em Faria Lima e Leblon

Emissões de debêntures com taxas historicamente baixas levantam preocupações sobre a sustentabilidade do crédito no Brasil.

Edifício da Baleia, na Faria Lima (Foto: Divulgação)
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  • O mercado financeiro brasileiro tem visto um aumento nas emissões de debêntures devido à alta da Selic.
  • Investidores estão se afastando da Bolsa e de fundos multimercados, buscando alternativas no crédito.
  • Empresas como Mater Dei e TIM captaram recursos a taxas historicamente baixas.
  • A Mater Dei emitiu R$ 700 milhões com rentabilidade de 1,1% sobre o CDI e prazo de até sete anos.
  • A TIM está realizando uma nova emissão de até R$ 5 bilhões com taxa de CDI mais 0,8%.

Recentemente, o mercado financeiro brasileiro tem mostrado um movimento intrigante. Com a Selic alta, investidores estão se afastando da Bolsa e de fundos multimercados, buscando alternativas no crédito. Essa mudança tem gerado um aumento significativo nas emissões de debêntures, com empresas como Mater Dei e TIM captando recursos a taxas historicamente baixas.

Gestores de fundos estão preocupados com essa situação. Apesar de ser um sinal positivo que as empresas consigam captar recursos, a taxa de juros oferecida parece não refletir adequadamente o risco envolvido. Um gestor anônimo comentou que, com a alta da Selic, muitos investidores migraram para o crédito, resultando em captações expressivas para os fundos do segmento. Isso leva as empresas a emitirem debêntures a taxas muito baixas, como a recente emissão de R$ 700 milhões pela Mater Dei, com rentabilidade de 1,1% sobre o CDI e prazo de até sete anos.

Outro exemplo é a operadora TIM, que levantou mais de R$ 4 bilhões há dois anos com uma debênture a CDI mais 2,3%. Agora, a empresa está realizando uma nova emissão de até R$ 5 bilhões com taxa de CDI mais 0,8%. Esses dados indicam que o mercado de crédito pode estar em um “bull market” excessivo, conforme alertam especialistas.

Além disso, os Fundos de Direitos Creditórios (FIDCs) registraram uma captação líquida de R$ 20,7 bilhões no primeiro semestre, contrastando com saídas líquidas de quase R$ 38 bilhões na indústria de fundos em geral, segundo a Anbima. Essa dinâmica levanta questões sobre a sustentabilidade das taxas baixas em um cenário de crédito que parece cada vez mais arriscado.

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