- A inflação na Argentina subiu para 1,6% em junho, abaixo da expectativa de 1,9%.
- O aumento foi impulsionado pelos setores de educação (3,7%) e habitação, água, luz e gás (3,4%).
- A inflação anualizada caiu para 39,4%, após uma taxa de 1,5% em maio, a mais baixa desde 2020.
- O peso argentino desvalorizou 5% nas duas primeiras semanas de julho, gerando incertezas políticas antes das eleições.
- As eleições de outubro são consideradas um referendo sobre as políticas do governo de Javier Milei, com a economia como tema central.
A inflação na Argentina apresentou um leve aumento em junho, alcançando 1,6%, abaixo da expectativa de 1,9%. Este resultado ocorre em um contexto de incertezas políticas e econômicas, com as eleições legislativas se aproximando. O governo de Javier Milei busca estabilizar a economia, que ainda enfrenta desafios significativos.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), divulgados em 14 de julho, mostram que a inflação anualizada caiu para 39,4%. Em maio, a taxa havia sido de 1,5%, a mais baixa desde 2020. Os principais responsáveis pelo aumento em junho foram os setores de educação (3,7%) e habitação, água, luz e gás (3,4%). Em contrapartida, alimentos e vestuário tiveram os menores incrementos.
Desvalorização do Peso
Nas duas primeiras semanas de julho, o peso argentino se desvalorizou em 5%, impulsionado pela demanda por dólares e pela tensão política pré-eleitoral. Economistas acreditam que essa desvalorização terá um impacto limitado sobre os preços, embora a situação possa complicar ainda mais o cenário econômico.
Recentemente, o Senado argentino aprovou projetos de lei que podem comprometer o superávit fiscal, um dos pilares do programa econômico de Milei. Essa aprovação gera incertezas sobre a continuidade das reformas que o presidente pretende implementar.
Perspectivas Eleitorais
As eleições de outubro são vistas como um referendo sobre as políticas de Milei, com a economia sendo o tema central. A província de Buenos Aires, que abriga cerca de 40% da população, realizará eleições locais em setembro. Um resultado favorável a Milei pode aumentar a confiança dos investidores nas reformas econômicas necessárias para a recuperação do país.
Entre na conversa da comunidade