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Mercado financeiro enfrenta instabilidade com tensões da guerra comercial

Ibovespa registra queda de 3,59% devido a novas tarifas de Donald Trump, aumentando a aversão ao risco no mercado financeiro.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz (Foto: Nelogica)
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  • O Ibovespa registrou queda de 3,59% na última semana, a pior desde dezembro de 2022.
  • A desvalorização foi impulsionada por novas tarifas de 35% sobre produtos do Canadá e 30% sobre a União Europeia e México, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • Na sexta-feira, 12 de outubro, o índice fechou em 136.187 pontos, com pressão vendedora, apesar da valorização de ações de Vale e Petrobras.
  • Setores como bancos, varejo e frigoríficos enfrentaram dificuldades, refletindo um viés defensivo no curto prazo.
  • A próxima semana trará dados sobre inflação e produção industrial nos Estados Unidos, que podem impactar o mercado brasileiro.

O Ibovespa encerrou a última semana com uma queda de 3,59%, marcando a pior performance desde dezembro de 2022. O índice, que já enfrentava um cenário de incerteza, foi impactado por novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As tarifas de 35% sobre produtos do Canadá e 30% sobre a União Europeia e México intensificaram a aversão ao risco nos mercados.

Na sexta-feira, 12 de outubro, o Ibovespa caiu 0,41%, fechando a 136.187 pontos. A pressão vendedora se intensificou, mesmo com a valorização de ações de empresas como Vale e Petrobras. Setores como bancos, varejo e frigoríficos continuaram a sofrer, refletindo um viés defensivo no curto prazo.

Cenário de Incerteza

Os traders do mini-índice (WINQ25) permanecem cautelosos. Apesar de uma leve recuperação intraday, o sentimento de fragilidade global e a aversão ao risco continuam a dominar. A agenda da próxima semana inclui dados importantes sobre inflação e produção industrial nos EUA, o que pode influenciar ainda mais o mercado brasileiro.

Os contratos de mini-índice com vencimento em agosto encerraram a última sessão em queda de 0,69%, aos 137.615 pontos. A análise técnica indica que, para que a pressão vendedora se intensifique, é necessário romper o suporte em 137.545/137.050. A perda dessa faixa pode levar o índice a buscar novos alvos em 136.755/135.900 e 135.300/134.960.

Expectativas Futuras

O gráfico de 60 minutos confirma a continuidade da pressão vendedora, com o mini-índice fechando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, que agora atuam como resistência. Para uma possível recuperação, será crucial superar a resistência em 138.255/138.875. A situação permanece volátil, e o mercado deve se manter atento a novos anúncios de Trump e a possíveis reações do cenário econômico global.

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