- A nova temporada de balanços das empresas do S&P 500 começa nesta semana, em meio a incertezas políticas e econômicas.
- As previsões indicam uma desaceleração nos lucros, com crescimento estimado de apenas 4% neste trimestre, comparado a 12% no início do ano.
- Os principais bancos americanos, como JPMorgan, Citi, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America, divulgarão seus resultados a partir de 15 de outubro.
- Na Europa, os bancos tiveram o melhor primeiro semestre desde 1997, impulsionados por ganhos no setor de banco de investimento.
- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, não comparecerá ao G20, aumentando as tensões geopolíticas, especialmente com a nova rodada de tarifas sobre produtos sul-africanos.
A nova temporada de balanços das empresas do S&P 500 inicia nesta semana, em um contexto de incertezas políticas e econômicas. Apesar dos recordes nos mercados dos EUA e Europa, as previsões indicam uma desaceleração nos lucros. Os principais bancos americanos, como JPMorgan, Citi, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America, divulgarão seus resultados a partir de 15 de outubro.
As expectativas são de que os lucros por ação cresçam apenas 4% neste trimestre, uma queda significativa em relação aos 12% do início do ano, conforme análise do Goldman Sachs. O aumento das tarifas comerciais, implementadas pelo presidente Donald Trump, tem pressionado as margens de lucro, pois as empresas repassam pouco dos custos aos preços finais.
Cenário Europeu
Na Europa, os bancos apresentaram o melhor primeiro semestre desde 1997, impulsionados por ganhos no setor de banco de investimento. O desempenho positivo foi favorecido tanto por especulações quanto por fusões e aquisições. Contudo, as tensões geopolíticas também estão em alta, especialmente com a aproximação da reunião do G20 em Durban, na África do Sul.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, não comparecerá ao G20, optando por uma viagem ao Japão. Essa decisão ocorre em um momento de deterioração nas relações entre os EUA e a África do Sul, acentuada por incidentes diplomáticos recentes. A nova rodada de tarifas americanas, que inclui uma taxa de 30% sobre produtos sul-africanos, intensifica as incertezas sobre a participação de Trump na cúpula de líderes do G20, marcada para 22 e 23 de novembro.
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