- Gravações recentes revelam uma divisão interna no Primeiro Comando da Capital (PCC), com acusações de traição contra o líder Marcos William Camacho, conhecido como Marcola.
- Membros como Abel Pacheco, apelidado de Vida Loka, e Roberto Soriano, chamado de Tiriça, criticam abertamente Marcola, chamando-o de “covarde” e “cagueta”.
- As tensões aumentaram após a condenação de Soriano a 44 anos e oito meses por ser mandante do assassinato de um agente penitenciário.
- Vida Loka e Andinho, outro líder, exigem explicações de Marcola, que inicialmente alegou que uma gravação que o compromete era falsa.
- Um exame técnico confirmou a autenticidade da gravação, levando Vida Loka a declarar que Marcola estava excluído do mundo do crime, embora muitos membros ainda o apoiem.
Gravações recentes revelam uma divisão interna no PCC (Primeiro Comando da Capital), com acusações de traição contra seu líder, Marcos William Camacho, conhecido como Marcola. A reportagem do Fantástico, exibida no último domingo, 13, mostra membros como Abel Pacheco, o Vida Loka, e Roberto Soriano, apelidado de Tiriça, criticando abertamente a liderança de Marcola.
As tensões surgem após a condenação de Soriano a 44 anos e oito meses por ser mandante do assassinato do agente penitenciário Alex Belarmino de Souza. Durante o julgamento, Vida Loka declarou que Marcola é “fraco” e “covarde”, enquanto Tiriça o chamou de “cagueta”. As gravações expõem um clima de insatisfação crescente entre os membros da facção.
Em um áudio atribuído a Marcola, ele menciona sua relação com um chefe de segurança de uma penitenciária, afirmando que poderia ter se tornado um “psicopata”, mas que não faz parte de sua política. O áudio foi utilizado no julgamento de Tiriça, onde Marcola se defendeu, alegando não ter conhecimento das ações de Soriano.
Críticas e Consequências
A situação gerou indignação entre outros líderes do PCC. Vida Loka afirmou que as declarações de Marcola são um “tapa na cara do crime”, enfatizando que “bandido é bandido” e “polícia é polícia”. Após a divulgação do áudio, Vida Loka e Andinho, outro líder, exigiram explicações de Marcola, que inicialmente alegou que a gravação era falsa ou fora de contexto.
Um exame técnico confirmou a autenticidade da gravação, levando Vida Loka a declarar que Marcola estava excluído do mundo do crime. Apesar disso, muitos membros do PCC “na rua” continuam a apoiá-lo. Marcola se defende, alegando ser vítima de calúnias, um crime também punido dentro da facção.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não se manifestou sobre as declarações exibidas na reportagem, deixando a situação ainda mais nebulosa para a facção. A crise interna no PCC reflete um momento delicado para a organização, que já opera em 28 países, incluindo Turquia e Japão.
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