- O peso mexicano valorizou-se 11% em 2023, tornando-se a moeda emergente mais forte do ano.
- Apesar das ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu uma taxa de 30% sobre produtos importados do México e da União Europeia, a moeda se manteve estável.
- O discurso conciliador da presidente Claudia Sheinbaum, que busca diálogo com Washington, contribuiu para a confiança no mercado.
- A taxa de juros do Banco Central do México está em 8%, atraindo investidores para operações de carry trade.
- A percepção de que as ameaças comerciais não se concretizarão e a confirmação de isenção para produtos em conformidade com o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) reforçam a estabilidade do peso.
O peso mexicano se destacou em 2023, apresentando uma valorização de 11%, tornando-se a moeda emergente mais forte do ano. Essa ascensão ocorreu apesar das ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente sugeriu uma taxa de 30% sobre produtos importados do México e da União Europeia.
A moeda, que enfrentou uma leve queda em 14 de agosto devido à proposta tarifária, mantém uma trajetória positiva. Isso se deve, em parte, ao discurso conciliador da presidente Claudia Sheinbaum, que busca um diálogo com Washington e um acordo antes do prazo de 1º de agosto. A presidente afirmou que já existe um plano caso as negociações não avancem.
A política monetária do Banco Central do México, com a taxa de juros em 8%, também tem atraído investidores. Mesmo após um corte de 0,5 ponto percentual no mês passado, a cautela nas reduções mantém o país como um destino atrativo para operações de carry trade, que buscam retornos em moedas com rendimentos elevados.
Além disso, a percepção de que as ameaças comerciais de Trump não se concretizarão tem contribuído para a estabilidade do peso. Investidores reagem com menos intensidade a novos anúncios, avaliando que, apesar das tensões, o México continuará sendo um parceiro estratégico no USMCA, o acordo comercial entre EUA, México e Canadá. Um funcionário da Casa Branca confirmou que produtos em conformidade com o USMCA devem permanecer isentos das novas tarifas, o que reforça a confiança no mercado mexicano.
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