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Deutsche Bank alerta sobre riscos econômicos na América Latina com dólar fraco

Economistas alertam para desaceleração econômica na América Latina, com riscos fiscais na Colômbia e política monetária restritiva no Brasil até 2026.

Francisco Campos, economista-chefe do Deutsche Bank para a região, adverte que, embora a América Latina tenha demonstrado resiliência na guerra comercial, o ambiente externo pode trazer impactos (Foto: Bloomberg/Alex Kraus)
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  • A América Latina enfrenta previsão de desaceleração econômica para o segundo semestre de 2023, segundo Francisco Campos, economista-chefe do Deutsche Bank para a região.
  • A volatilidade externa e a política monetária dos Estados Unidos impactam os mercados locais.
  • Campos aponta que as tarifas do presidente Donald Trump terão impacto limitado no Brasil, estimado em 0,2% do PIB.
  • A política monetária brasileira deve ser contracionista até 2026, sem cortes na taxa Selic previstos.
  • Na Colômbia, a situação fiscal é complicada, com déficits em torno de 7% do PIB e perda de credibilidade na regra fiscal.

Desaceleração Econômica na América Latina

A América Latina enfrenta um cenário desafiador para o segundo semestre de 2023, com previsões de desaceleração econômica. Francisco Campos, economista-chefe do Deutsche Bank para a região, alerta que a volatilidade externa e a política monetária dos EUA influenciam diretamente os mercados locais.

Campos destaca que, apesar da resiliência observada nos últimos meses, a atividade econômica deve desacelerar. Ele enfatiza que a política comercial dos EUA, incluindo as tarifas do presidente Donald Trump, será um fator crucial a ser monitorado. No caso do Brasil, Campos afirma que as tarifas não têm base econômica, pois os EUA mantêm um superávit comercial com o país. Mesmo assim, ele projeta um impacto limitado de 0,2% do PIB caso as tarifas sejam implementadas.

Desafios Fiscais e Monetários

A política monetária brasileira deve permanecer contracionista até 2026, com o Deutsche Bank não prevendo cortes na taxa Selic. Campos observa que as medidas do governo Lula, como novas linhas de crédito, podem mitigar os efeitos dessa postura. Em relação ao real, a valorização da moeda é sustentada pelas altas taxas de juros, mas a política fiscal ainda apresenta riscos.

No México, a economia enfrenta um crescimento baixo, mas Campos não vê sinais de estagflação. Ele prevê que o Banco do México poderá reduzir as taxas de juros em resposta à fraqueza econômica. Já na Colômbia, a situação fiscal é complexa, com déficits em torno de 7% do PIB e uma perda de credibilidade na regra fiscal, que Campos considera “morta”.

Perspectivas Regionais

O Peru, por outro lado, mantém uma estabilidade macroeconômica e pode realizar cortes nas taxas de juros, embora não haja uma demanda urgente por estímulos. No Chile, o cenário eleitoral influenciará a política econômica, com Campos acreditando que um governo mais favorável ao mercado é provável, apesar da força dos setores de esquerda nas pesquisas.

A análise de Campos conclui que a América Latina deve se preparar para um segundo semestre marcado por desafios específicos em cada país, com a China desempenhando um papel crítico nas dinâmicas econômicas da região.

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