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Stablecoins levam tempo para viabilizar pagamentos diários, diz Mastercard

Mastercard afirma que stablecoins ainda estão longe de viabilidade para pagamentos diários; é essencial experiência do usuário, alcance e distribuição amplos

The Mastercard office in the Flatiron District of New York, U.S., on Thursday, Aug. 5, 2021. Mastercard Inc. has remade a 19th-century building in Manhattan’s Flatiron District for the hybrid era of office work brought on by the global pandemic.
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  • Mastercard afirma que stablecoins ainda estão longe de viabilizar pagamentos diários, ressaltando a necessidade de experiência do usuário, alcance e distribuição ampla.
  • A empresa pode fornecer infraestrutura para uso em escala, usando atributos de rede como aceitação global, salvaguardas de segurança e conformidade regulatória.
  • Parcerias existentes incluem Paxos Trust Company para cunhar e resgatar USDG, além de suporte a FIUSD, PYUSD e USDC.
  • Cerca de 90% do volume de stablecoins está ligado ao comércio de criptomoedas, com investidores trocando tokens atrelados ao dólar.
  • Obstáculos de adoção pelo consumidor e atrito no checkout online dificultam a viabilidade de pagamentos diários com stablecoins no curto prazo.

A Mastercard avalia o futuro das stablecoins como promissor, mas ainda longe de se tornar uma ferramenta viável para pagamentos diários. O discurso foi apresentado pelo diretor de produtos da empresa, Jorn Lambert, em uma reunião com analistas nesta segunda-feira (14). Segundo ele, atributos de uso prático não acompanham o entusiasmo em torno da tecnologia.

Lambert destacou que a tecnologia das stablecoins oferece velocidade, disponibilidade 24/7, baixo custo, programabilidade e imutabilidade, mas isso, por si só, não basta para transformar o ativo em meio de pagamento. Para ele, é crucial oferecer uma experiência de usuário fluida e ampla distribuição para consumidores.

A Mastercard vem se posicionando como ponte entre ativos digitais e o sistema financeiro tradicional. O executivo afirmou que a empresa pode fornecer infraestrutura para uso em escala, trazendo atributos de rede como aceitação global, salvaguardas de segurança e conformidade regulatória.

Estratégia e parcerias

A estratégia da Mastercard, que vem sendo desenvolvida há anos, já inclui iniciativas com stablecoins desde 2021. Em parceria com o Paxos Trust Company, a empresa ajuda instituições a cunhar e resgatar a stablecoin USDG. A Mastercard também dá suporte a FIUSD da Fiserv, PYUSD do PayPal e USDC da Circle, sinalizando interesse em atuar como infraestrutura de stablecoin.

Lambert observou que hoje cerca de 90% do volume de stablecoins está atrelado ao comércio de criptomoedas, com investidores usando tokens lastreados em dólar para compra e venda de ativos digitais. Ainda assim, obstáculos de adoção e fricção no checkout online dificultam a utilização cotidiana.

A proposta de valor para pagamentos entre consumidores e comerciantes ainda não está clara, segundo o executivo. Ele comparou a utilidade com a de um cartão pré-pago, com saldo armazenado em carteira e uso em pontos de venda específicos.

Cenário regulatório e perspectivas

As stablecoins ganham impulso à medida que a legislação nos EUA avança, atraindo novos participantes para o setor de ativos digitais. A clareza regulatória é vista como fator que pode incentivar instituições financeiras a avaliarem seu papel no ecossistema.

Lambert afirmou que as instituições avaliam estratégias para proteger depósitos, com dúvidas sobre manter saldos em stablecoins versus depósitos tradicionais. Diversos emissores estudam o tema para alinhamento com produtos de mercado.

Governos e bancos centrais também acompanham a evolução, buscando estimular inovações locais sem favorecer a dolarização. O executivo indicou que a multiplicidade de abordagens deve surgir com o tempo.

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