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Ações com vendas internacionais superam as domésticas apesar das tarifas de Trump

A queda do dólar e a demanda por tecnologia impulsionam ações internacionais, superando as domésticas em sete pontos percentuais.

Foto: Reprodução
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  • Em 2025, ações de empresas americanas com maior exposição internacional superaram as domésticas em 7 pontos percentuais.
  • A queda do dólar e a alta demanda por tecnologia e inteligência artificial impulsionaram esse desempenho.
  • As cinquenta ações do S&P 500 com maior presença no exterior cresceram 11% desde o início do ano, enquanto as focadas no mercado interno avançaram apenas 4%.
  • O setor de tecnologia se destacou, com empresas como Monolithic Power Systems e Lam Research apresentando crescimentos de mais de 20% e 40%, respectivamente.
  • Apesar do bom desempenho, investidores permanecem cautelosos devido à incerteza em torno de tarifas e negociações comerciais, que podem afetar a lucratividade em 2026.

Em 2025, as ações das empresas americanas com maior exposição internacional superaram as domésticas em 7 pontos percentuais, impulsionadas pela queda do dólar e pela forte demanda por tecnologia e inteligência artificial. A análise da Goldman Sachs revelou que as 50 ações do S&P 500 com maior presença no exterior tiveram um crescimento de 11% desde o início do ano, enquanto as focadas no mercado interno avançaram apenas 4%.

A desvalorização do dólar, que caiu mais de 10% até junho, teve um impacto significativo. Para as multinacionais, um dólar mais fraco facilita a venda de produtos americanos no exterior. Art Hogan, estrategista-chefe da B. Riley Wealth Management, destacou que a mudança do dólar, que antes era um obstáculo, agora se tornou um aliado. Essa tendência deve se refletir nos próximos relatórios de lucros.

Setor de Tecnologia em Alta

O setor de tecnologia, que obteve 56% de suas vendas no exterior, se destacou. As ações de empresas como Monolithic Power Systems, que gera 97% de sua receita fora dos EUA, subiram mais de 20% em 2025. Lam Research, com 93% de vendas internacionais, teve um crescimento de aproximadamente 40%. A demanda por inteligência artificial também contribuiu para o desempenho positivo dessas empresas.

Além disso, empresas como Emerson Electric, que possui 60% de exposição internacional, viram suas ações subirem 13% este ano. O CFO da McDonald’s, Ian Borden, afirmou que a tradução de moedas estrangeiras será um fator positivo para os lucros de 2025. Apesar das tarifas de Donald Trump, muitos analistas acreditam que o impacto sobre a demanda tem sido mínimo.

Expectativas e Desafios

Embora a performance das ações internacionais tenha sido robusta, alguns investidores estão cautelosos. A incerteza em torno das tarifas e negociações comerciais pode afetar o mercado. O CFO da Estee Lauder, Akhil Shrivastava, mencionou que, sem uma resolução clara, tarifas elevadas podem impactar significativamente a lucratividade em 2026. A expectativa é que a força do dólar e as políticas comerciais continuem a influenciar o mercado nos próximos meses.

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