- O Ibovespa caiu 3,59% nesta semana, o pior resultado em mais de dois anos.
- A queda foi provocada pelo anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump.
- A expectativa de que o índice chegasse a 150 mil pontos até o fim do ano agora parece distante.
- Einar Riveiro, CEO da consultoria Elos Ayta, recomenda cautela e foco em empresas defensivas.
- Para a renda fixa, a orientação é priorizar ativos pós-fixados atrelados ao CDI, evitando pré-fixados em um cenário incerto.
O Ibovespa enfrentou uma queda de 3,59% nesta semana, marcando o pior desempenho em mais de dois anos. O impacto negativo foi causado pelo anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump, gerando incertezas no mercado financeiro.
A expectativa de que o índice alcançasse 150 mil pontos até o fim do ano agora parece distante. O Ibovespa havia iniciado o ano em torno de 120 mil pontos e, após uma forte recuperação, superou a marca de 140 mil pontos. Contudo, a atual instabilidade exige uma postura mais cautelosa dos investidores.
Einar Riveiro, CEO da consultoria Elos Ayta, recomenda que os investidores adotem uma abordagem seletiva. Ele sugere que, além de cautela, é importante focar em empresas de perfil defensivo e diversificar setores. A incerteza sobre o desfecho das tarifas e a situação diplomática com os Estados Unidos pode prolongar essa volatilidade.
Cenário da Renda Fixa
No que diz respeito à renda fixa, a recomendação é priorizar ativos pós-fixados atrelados ao CDI. Riveiro alerta que alongar prazos ou concentrar posições em pré-fixados requer um nível maior de convicção, o que não é viável no atual cenário. A Selic deve permanecer estável no curto prazo, segundo análises de especialistas como Sérgio Vale e Felipe Salto.
A possível desaceleração da economia pode abrir espaço para uma queda na taxa básica de juros, enquanto o dólar pode se valorizar. Assim, a prudência se torna essencial para os investidores que buscam proteger seus ativos em tempos de incerteza.
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