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JPMorgan destaca WEGE3 como oportunidade de investimento para os investidores

JPMorgan vê potencial de compra nas ações da WEG, com preço-alvo de R$ 61, apesar da queda acumulada de 25% em 2025.

Foto: Reprodução
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  • A WEG (WEGE3) registrou uma queda acumulada de 25% em suas ações em 2025, enquanto o Ibovespa subiu 12%.
  • O banco JPMorgan prevê uma oportunidade de compra, com preço-alvo de R$ 61, apesar da expectativa de desaceleração nas receitas.
  • Os analistas do JPMorgan afirmam que os fatores negativos já estão refletidos no preço das ações, que subiram 1,30% para R$ 40,20.
  • Os resultados do segundo trimestre, que serão divulgados em 23 de julho, não devem ser um catalisador significativo, com previsão de crescimento fraco nas receitas.
  • O Goldman Sachs mantém recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 44,60, citando incertezas sobre a demanda nos Estados Unidos e o impacto de tarifas.

A WEG (WEGE3) enfrenta um cenário desafiador em 2025, com uma queda acumulada de 25% em suas ações, enquanto o Ibovespa subiu 12%. O banco JPMorgan, que divulgará os resultados do segundo trimestre em 23 de julho, vê uma oportunidade de compra, estabelecendo um preço-alvo de R$ 61.

Os analistas do JPMorgan, Marcelo Motta e Jonathan Koutras, destacam que, apesar das expectativas de resultados fracos, os fatores negativos já estão embutidos no preço das ações. A avaliação atual da WEG, com múltiplos de 13,8 vezes o EV/Ebitda e 20,4 vezes o P/L, sugere que a queda pode ser limitada. As ações da empresa subiram 1,30% para R$ 40,20 em um dia de baixa volatilidade no mercado.

Expectativas para o 2T

Os resultados do segundo trimestre não devem ser um catalisador significativo, com previsão de desaceleração no crescimento da receita e margens estáveis. O JPMorgan acredita que o pior já está precificado, considerando a recente fraqueza do dólar e as notícias sobre subsídios para energia renovável nos EUA. A empresa também enfrenta riscos com tarifas internacionais, especialmente no mercado americano, onde cerca de 25% de sua receita é gerada.

O desempenho da WEG em comparação com concorrentes como ABB, Schneider e Siemens é preocupante, já que suas ações caíram 17% em 2025, enquanto os pares tiveram altas entre 5% e 29%. ETFs temáticos também superaram a WEG, evidenciando a discrepância no mercado.

Potencial de Crescimento

O JPMorgan acredita que a WEG possui o maior potencial de crescimento de lucros entre fabricantes de equipamentos elétricos, com uma taxa de 16% ao ano até 2027. A perspectiva para o segmento de Geração, Transmissão e Distribuição na América do Norte é positiva, com crescimento projetado de dois dígitos. Apesar dos riscos associados a tarifas de 50% que os EUA podem impor, esses fatores já estão considerados nas projeções da empresa.

O Goldman Sachs, por outro lado, mantém uma recomendação de venda para as ações da WEG, com preço-alvo de R$ 44,60, citando incertezas sobre a demanda por motores elétricos nos EUA e o impacto das tarifas. A análise sugere que, no longo prazo, as tarifas poderiam acelerar a expansão da WEG na América do Norte, reduzindo a dependência das exportações brasileiras.

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