- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a Indonésia, estabelecendo uma tarifa de 19% sobre produtos indonésios.
- A tarifa é considerada negociável e menos severa do que os 32% inicialmente sugeridos.
- O governo indonésio ainda não confirmou oficialmente o acordo, mas os mercados reagiram positivamente, com leve alta no índice da Indonésia.
- Analistas acreditam que tarifas entre 15% e 20% se tornarão padrão nas negociações comerciais dos EUA.
- A sequência de acordos com países asiáticos deve reduzir a incerteza no comércio, beneficiando ativos da região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a Indonésia que estabelece uma tarifa de 19% sobre produtos indonésios. O anúncio, feito nesta semana, trouxe alívio aos mercados, que já estavam acostumados com a retórica comercial do presidente, incluindo ameaças de tarifas mais elevadas.
Embora o governo indonésio ainda não tenha confirmado oficialmente o acordo, a tarifa de 19% é vista como negociável e menos severa do que os 32% inicialmente sugeridos por Trump. Os mercados asiáticos reagiram de forma mista, com o índice da Indonésia apresentando leve alta, enquanto o Vietnã também se beneficiou de um acordo similar fechado anteriormente.
A reação dos mercados contrasta com a volatilidade observada em abril, quando tarifas anunciadas por Trump causaram uma queda acentuada, até mesmo em ativos considerados seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA. Desde então, a percepção das tarifas mudou, sendo encaradas mais como uma estratégia de barganha do que como uma ameaça real. Indicadores de volatilidade, como o ICE BofA MOVE Index, recuaram para mínimas históricas.
Expectativas do Mercado
Analistas acreditam que a faixa de tarifas entre 15% e 20% se tornará um novo padrão nas negociações comerciais dos EUA. Países como Índia e Vietnã tentaram negociar taxas mais baixas, mas o governo americano sinalizou que essa será a faixa padrão para a maioria dos parceiros. Especialistas, como Rajeev De Mello, da Gama Asset Management, destacam que a previsibilidade nas tarifas trouxe alívio aos investidores, embora uma tarifa de 20% ainda represente um aumento em relação ao que se esperava anteriormente.
Audrey Goh, da Standard Chartered Wealth Management, afirmou que a sequência de acordos com países asiáticos tende a reduzir a incerteza no comércio, beneficiando ativos da região. A percepção geral é que o mercado global está se tornando menos sensível às notícias sobre tarifas, com 70% dos gestores consultados pelo Bank of America acreditando que o impacto sobre as economias asiáticas será apenas levemente negativo, o que representa o maior nível de otimismo desde dezembro.
Entre na conversa da comunidade