- O governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro, que começará a valer em 1º de agosto.
- Essa medida pode afetar as exportações do Brasil, que é o principal fornecedor do grão, e aumentar os preços para os consumidores americanos.
- Os EUA consomem cerca de 24 milhões de sacas de café anualmente, com o Brasil respondendo por 33% das importações.
- A tarifa pode resultar em perdas bilionárias para os exportadores brasileiros e dificultar o acesso dos americanos ao café arábica.
- A Associação Nacional de Café dos EUA está em negociações com o governo para tentar reverter a decisão.
O governo dos EUA anunciou uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro, que entrará em vigor em 1º de agosto. Essa medida pode impactar severamente as exportações do Brasil, principal fornecedor do grão, e elevar os preços para os consumidores americanos.
Os Estados Unidos são os maiores consumidores de café do mundo, com cerca de 24 milhões de sacas consumidas anualmente. O Brasil, que exportou aproximadamente 8,1 milhões de sacas em 2024, representa 18% do total exportado pelo país. A nova tarifa pode resultar em perdas bilionárias para os exportadores brasileiros e comprometer o mercado americano, que depende fortemente do café arábica brasileiro.
Marcos Matos, diretor-executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirma que a tarifa elevará os custos e afetará a competitividade do café brasileiro em relação a outros países. O Brasil responde por 33% das importações de café dos EUA, e a falta do grão brasileiro pode levar os americanos a buscar alternativas menos apreciadas, como o café robusta.
Impactos no Mercado
A tarifa pode gerar um aumento inflacionário nos preços do café nos EUA, que já subiram 32,4% entre junho de 2024 e maio de 2025. A Associação Nacional de Café dos EUA (NCA) está em diálogo com o governo para reverter essa situação. A dependência dos EUA em relação ao café brasileiro é evidente, e a implementação da tarifa pode dificultar o acesso dos consumidores à bebida.
Matos destaca que a substituição do café brasileiro não é simples. A Colômbia, segundo maior produtor, não tem capacidade para suprir a demanda que o Brasil deixaria. Além disso, outros países fornecedores, como os da África e Indonésia, não têm a oferta necessária para atender o mercado americano.
A situação é complexa, pois redirecionar as 8 milhões de sacas exportadas para os EUA não será fácil. O mercado chinês, embora em ascensão, não pode ser considerado um substituto imediato, devido a padrões de consumo diferentes. A dependência mútua entre os mercados brasileiro e americano torna a nova tarifa uma questão crítica para ambos os lados.
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