- Até junho, os ataques somaram US$ 2,17 bilhões roubados de serviços de criptografia e carteiras, segundo a Chainalysis.
- O hack de US$ 1,5 bilhão na Bybit, atribuído ao Lazarus Group, foi superior a todas as perdas de 2024 até o momento neste ano.
- Ataques a carteiras pessoais já representam cerca de 23% do montante total roubado neste ano.
- Além dos ataques cibernéticos, criminosos passam a usar violência física e coerção, com guarda-costas sendo contratados para proteção de ativos.
- A Coinbase estima custo de até US$ 400 milhões em remediação e reembolso após o ataque de maio.
O conjunto de ataques a plataformas de criptomoedas e carteiras digitais somou US$ 2,17 bilhões em perdas até junho deste ano, segundo a Chainalysis. O maior golpe foi o hack de US$ 1,5 bilhão na Bybit, atribuído ao Lazarus Group, da Coreia do Norte, em fevereiro.
A investigação aponta que golpes contra usuários e carteiras pessoais ganham peso, respondendo por cerca de 23% do total roubado neste ano. Especialistas destacam o nível técnico elevado dessas invasões, incluindo phishing para obter chaves privadas.
A Coinbase Global informou que o ataque ocorrido em maio pode exigir até US$ 400 milhões em remediação e reembolso aos clientes. Além de ataques cibernéticos, há aumento de violência física para obter fundos, com táticas de coerção e uso de guarda-costas.
Riscos de coerção e proteção
A tendência é preocupante, pois transferências em criptomoedas são rápidas e anônimas, dificultando a recuperação de ativos. Mesmo com camadas de segurança, criminosos devem ficar mais sofisticados para obter acesso a chaves privadas.
Segundo especialistas, manter várias camadas de proteção eleva o custo das invasões para os criminosos, tornando os ataques mais complexos e caros. O estudo ressalta que a chave privada é o ativo mais sensível para evitar perdas.
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