- O dólar fechou em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,547, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, restabeleceu a maior parte do decreto do governo sobre o IOF, suspendendo apenas o aumento sobre o risco sacado.
- A decisão trouxe alívio ao mercado, que está atento à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, gravou um pronunciamento em resposta a Trump, afirmando que o Brasil está aberto a negociar tarifas, mas não aceitará interferências externas.
- Dados econômicos dos Estados Unidos mostraram crescimento nas vendas no varejo e queda nos pedidos de auxílio-desemprego, o que pode impactar as decisões do Federal Reserve sobre taxas de juros.
Após um dia de oscilações, o dólar encerrou a quinta-feira, 17, com queda de 0,26%, cotado a R$ 5,547. A movimentação do mercado foi influenciada pela decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que restabeleceu a maior parte do decreto do governo sobre o IOF. A medida foi anunciada após uma audiência de reconciliação entre representantes do Executivo e do Legislativo não resultar em acordo.
O ministro determinou que apenas o aumento do IOF sobre o risco sacado permanece suspenso. A decisão trouxe alívio ao mercado, que também está atento à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro aguarda mais informações sobre essa situação.
Em resposta a Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um pronunciamento que será transmitido em cadeia nacional. Lula afirmou que o Brasil está aberto a negociar tarifas, mas não aceitará interferências externas, e está preparado para utilizar a lei da reciprocidade econômica, além de considerar recorrer à Organização Mundial do Comércio.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, dados recentes mostraram que as vendas no varejo cresceram mais do que o esperado em junho. Além disso, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 221 mil, o que sugere que o Federal Reserve pode ter menos espaço para cortes nas taxas de juros neste ano. O cenário econômico nos EUA continua a impactar o mercado cambial e as expectativas em relação ao dólar.
Entre na conversa da comunidade